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SL Benfica 1-1 Sporting CP
CRÓNICA:
Louve-se a determinação dos pequenos Benjamins, que enfrentaram condições muito pouco próprias para a prática do futebol devido à forte intempérie que se fez sentir no campo dos Pupilos do Exército. A vontade dos jovens atletas revelou-se mesmo determinante para que Benfica e Sporting proporcionassem um derby de escolas bem disputado, aumentando a qualidade na segunda metade, fase em que a chuva abrandou e o relvado secou, tornando-see praticável, algo que se revelou impossível na primeira metade.
Numa partida em que se poderia disputar a liderança do Campeonato, Benfica e Sporting prometiam um duelo equilibrado, algo que se veio a registar, aparentando uma grande igualdade entre forças, podendo os adeptos dar por bem entregue a tarde de temporal vivida na bancada, justificando-se as roupas molhadas por um espectáculo de vencedor incerto.
Tradicionais 2x3x1, próprios do futebol de sete
Ambas as equipas apresentavam os esquemas normalmente utilizados em futebol de sete, o 2x3x1. No caso da equipa da casa, o Benfica apresentava como dueto da defesa Diogo Pedrosa e Fábio Baldé, mais recuados em relação ao trio numa posição intermédia, composto por José Atalaia pelo lado direito, Sérgio Velosa pelo lado oposto, colocando-se Tiago Dantas no centro do terreno, onde coordena as acções ofensivas da equipa, que no seu ataque apresentava André Ricardo.
No seu rival da 2ª Circular posicionavam-se no meio-campo Edi Ferreira num lugar mais central, acompanhado por Rúben Pina pela direita, ao passo que Rafael Camacho evoluía pela esquerda, actuando na posição mais ofensiva da equipa Nuno Tavares. Em relação aos postos mais recuados, o Sporting apresentava uma dupla composta por Gabriel Oliveira e Miguel Santos.
1ª Parte: Tempestade tornou relvado impraticável, condicionando a qualidade da partida
Iniciava-se a partida sobre forte chuva, que se adensava cada vez mais, assim prejudicando o normal funcionamento da partida. Caíam autênticas bátegas de água, que a dada altura tornavam impossível sequer prosseguir com a bola dominada, uma vez que o esférico parecia mal se mover na pesada relva.
A partida sofria com essas dificuldades, verificando-se um Benfica um pouco maia adaptado às dificuldades, contando um 'todo-o-terreno' André Ricardo, que aos 4 minutos consegue uma forte arrancada, culminada com um remate ao lado da baliza sportinguista.
Com as duas equipas a sentirem enormes dificuldades para se conseguir movimentar em campo, proporcionando o relvado uma luta travada pelos atletas contra o próprio clima, o Benfica continuava a apresentar um ligeiro 'sinal + ' no encontro, sem que tal resultasse num domínio concludente.
À passagem do quarto de hora, já com o equipamento bem molhado, o Sporting quase fazia uso da relva para abrir o marcador. Livre ainda junto à intermediária apontado por Gonçalo Costa, que acabou por sair fraco, mas devido ao estado da relva o esférico acabou por travar em zona perigo, necessitando Celton Biai de se aplicar a um remate de ressaca de Nuno Tavares.
Dois minutos volvidos, voltava o Sporting a criar perigo, num remate forte e ainda alog distante da baliza do Benfica, saído dos pés de Tiago Gamito, que viu o golo ser impedido por uma defesa de reflexos do guarda-redes encarnado. O Benfica responderia pouco depois, à passagem dos 20 minutos, num pontapé que não foi afastado pela defesa sportinguista, aprestando-se Fábio Baldé a rematar forte, desviando-se o seu disparo na defensiva adversária.
Ambas as equipas aproveitavam o abrandamento da chuva para se mostrar atrevidas, voltando o Sporting a criar perigo aos 22 minutos, quando Rúben Pina se viu lançado a partir da esquerda, libertando-se bem, mas não conseguindo fazer face à atenta saída de Celton Biai, que afastou o perigo, e ao mesmo tempo a última ocasião de perigo da primeira metade.
2ª Parte: Melhoria no relvado, melhoria na partida
São Pedro parecia estar a dar tréguas aos jovens rivais, que pareciam agradecidos a esta nova vontade, correspondendo com um futebol mais veloz, assistindo-se a uma vincada melhoria no espectáculo proporcionado pelos dois conjuntos. Entravam as duas equipas em pé de igualdade, com o Benfica a inaugurar a etapa complementar a nível de remates por Ricardo Matos, testando a atenção de Gonçalo Pinto.
A partida parecia agora augurar momentos de bom futebol, uma vez que os conjuntos já apresentavam as suas combinações ofensivas, esperando-se assim golos, algo que pareceu sempre longe de suceder na primeira metade, nos próximos minutos. O Sporting parecia, com o passar dos minutos, aproximar-se cada vez mais dessa situação, após ter entrado o principal foco desequilibrador da partida, o irrequieto Luís Santos, que aos 32 minutos quase concluía uma jogada bem construída pela sua equipa, rematando com direcção ao poste esquerdo.
Depois dessa ocasião desperdiçada, o pequeno Luís Santos não teria tempo para desesperar, dado que no minuto seguinte chegaria mesmo ao golo, numa arrancada a alta velocidade concluída com classe à saída do guarda-redes André Duarte, possibilitando ao pequeno craque sportinguista festejar com graça e exuberância.
A partida estava interessante, disputada entre dois conjuntos que só viam a baliza do adversário por objectivo. A vantagem do Sporting não haveria de durar muito, dado que aos 40 minutos o Benfica chegaria à igualdade, após um bom trabalho de Mário Ferreira, que se desembaraçou da marcação de vários adversários, assistindo André Ricardo que de fora da área arrancava um remate... seco, sem hipóteses de defesa para Gonçalo Pinto.
Os últimos minutos da partida passavam-se com o público a mostrar-se entretido, tentando ainda o Benfica chegar ao tento da reviravolta, com o Sporting a opor-se sempre bem, mantendo a disputa bem equilibrada, terminando a partida com um empate justo entre duas equipas que não mereciam perder o encontro.
A única coisa que o Sporting viria a perder seria mesmo a liderança, vendo-se agora a dois pontos do líder CIF, que só vai somando triunfos, podendo ver a distância alargar-se, uma vez que os leões folgam na próxima ronda. A equipa da casa mantém a perseguição, colocando-se a cinco pontos da liderança, que poderá ver-se mais perto em caso de triunfo no reduto do SL Olivais, o adversário da próxima jornada.
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