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Sporting CP 2-2 SL Benfica
CRÓNICA:
Leões e águias empataram (2-2) no campo nº3 do Estado Universitário num jogo muito bem disputado e que, muitas vezes, nos fez esquecer que estávamos perante miúdos de nove anos, tal foi a intensidade, a qualidade técnica e o equilíbrio táctico dos intervenientes na partida.
A igualdade final, na verdade, aceita-se plenamente, porque o Sporting foi mais forte durante os primeiros vinte e cinco minutos e, depois, na segunda metade, foi perdendo gás, sofrendo, nos minutos finais uma maior pressão dos encarnados.
Sporting e Benfica no tradicional 2-3-1 do futebol de sete
Ambas as equipas apresentaram-se no mesmo esquema táctico (2-3-1), situação que costuma ser usual nos jogos de futebol de sete. Do lado verde e branco, a equipa titular surgiu com Sebastião Venâncio na baliza; uma defesa com João Nunes e Rodrigo Fernandes; um meio-campo com Diogo Mancilha sobre a direita, Diogo Paulo no centro e Henrick Oliveira sobre a esquerda; e, na frente, aparecia Alexandre Carneiro.
Por outro lado, os encarnados apresentaram Tomás Carvalho na baliza; Bernardo Silva e Alexandre Mendes na defesa; Jair Tavares (ala direito), Bruno Ventura (médio centro) e Miguel Pereira (ala esquerdo) no meio-campo; e, por fim, Iuri Tavares era o homem mais adiantado no terreno de jogo.
Dois golos num minuto, numa primeira parte com sinal mais dos leões
Os primeiros dez minutos do desafio foram muito equilibrados, com ambas as equipas a estudarem-se e com o esférico a andar bastante longe das duas balizas.
Contudo, a partir da dezena de minutos, o Sporting começou a assumir mais o jogo, empurrado pelo defesa Rodrigo Fernandes que, com um pulmão inesgotável, anulava as intenções ofensivas encarnadas, empurrava os jovens leões para a frente e ainda colocava a baliza de Tomás Carvalho em perigo.
Por três vezes (aos 10, 11 e 13 minutos), Rodrigo Fernandes esteve perto do golo, mas Tomás Carvalho, com grandes defesas, impediu sempre que o camisola oito dos leões marcasse.
Depois, como se costuma dizer, quem não marca sofre e assim aos quinze minutos e contra a corrente do jogo, Diogo Cordes, na marcação de um livre directo bem longe da baliza leonina, rematou forte e marcou um grande golo, colocando as águias em vantagem.
Ainda assim, a festa encarnada durou pouco, pois na jogada seguinte Henrick Oliveira, na sequência de uma jogada rápida, apareceu na cara do guarda-redes e não perdoou, repondo a igualdade.
Com a partida novamente empatada, o ritmo de jogo baixou e o ascendente dos leões diluiu-se. Assim sendo, até ao intervalo, o jogo foi pautado pelo equilíbrio, contando-se apenas duas oportunidades de golo, uma para cada lado.
Primeiro, foi André Dias (19 min.) a isolar-se, a contornar o guarda-redes verde e branco, e a atirar para a baliza, onde um defesa do Sporting deu o corpo à bola, evitando que ela entrasse nas redes. Dois minutos depois, foi a vez de Tiago Gouveia, com tudo para colocar o Sporting em vantagem, a rematar ao lado, quando apenas tinha Tomás Carvalho pela frente.
Segunda metade começou equilibrada, mas terminou com ascendente encarnado
A etapa complementar iniciou-se, praticamente, com o golo do Benfica. Aos 27 minutos, Rodrigo Fernandes, que até ali estava a fazer uma exibição sem mácula, perdeu a bola em zona proibida para Iuri Tavares e este, perante Rafael Gomes, não perdoou e colocou as águias novamente em vantagem (1-2).
A perder, os leões responderam e, aos 32 minutos, Alexandre Carneiro repôs a igualdade, aproveitando uma assistência primorosa de Félix Correia.
Com o jogo novamente empatado e a caminhar para o final, o Benfica começou a ter o ascendente sobre o terreno de jogo, com destaque para Iuri Tavares, incansável na forma como procurou espaços e o golo.
Por várias vezes, os encarnados e, especialmente, Iuri Tavares estiveram perto do golo, mas este foi sempre esbarrando ou na falta de sorte, ou na boa exibição de Rafael Gomes.
Assim sendo, quando terminou a partida, o resultado (2-2) aceitava-se perfeitamente, pois se o Sporting se superiorizou na primeira parte, as águias foram mais incisivas na etapa complementar.
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