Segredo absoluto sobre investidor JEAN-PAUL LARES / RUI MIGUEL GOMES
A principal prioridade do Sporting parece estar prestes a ser alcançada. Segundo O JOGO apurou, as conversas com vista à angariação de investidores externos já produziram efeitos e Godinho Lopes já terá em carteira um parceiro fundamental para a reestruturação, algo que terá sido comunicado aos restantes membros da Direção durante a reunião que ontem teve lugar no Estádio José Alvalade. A identidade desse eventual parceiro está, porém, no segredo dos deuses e foi isso mesmo que o presidente disse ontem aos membros dos órgãos sociais: existe um compromisso de confidencialidade de parte a parte que será para manter até que o negócio seja dado por concluído.
"Uma reunião de rotina" - foi assim que Luís Godinho Lopes se referiu ontem à reunião do Conselho Diretivo com os restantes órgãos do clube, que acabou por não corresponder às expectativas de quem queria ver definido o cenário eleitoral que se avizinha. É que numa reunião célere e muito prática, o líder do universo verde e branco vincou a necessidade de cerrar fileiras em vésperas da final da Taça de Portugal - o único título que os leões podem conquistar na temporada que agora termina -, sem definir os passos a seguir a partir de domingo.
Godinho Lopes concentra os seus esforços em garantir a conclusão do dossiê relativo à entrada de dinheiro que permita recapitalizar o Sporting, medida essencial ao normal funcionamento da instituição e ao investimento na sua principal atividade, o futebol profissional.
Godinho terá começado por apresentar os últimos números relativos à situação económico-financeira do grupo, reforçando as dificuldades e a necessidade de levar à prática a solução que está a ser trabalhada. Nesse sentido, pediu contenção e silêncio, comportamento que visa manter a estabilidade até à final da Taça de Portugal, mas também durante as negociações com os investidores.
Assim, e ao que O JOGO apurou, o "timing" para a queda da Direção e agendamento do calendário eleitoral estará intimamente ligado à evolução das conversações com os futuros parceiros, sendo certo que quando tudo estiver definido, as eleições são o caminho inevitável para a solidez diretiva que aqueles irão exigir.
Para já, no entender de Godinho Lopes, que conduz no máximo sigilo um processo que é do conhecimento de um reduzido número de intervenientes, o silêncio é a palavra de ordem, mas é provável que as novidades comecem a surgir a partir da próxima semana.
As previsões continuam, porém, e tal como O JOGO oportunamente noticiou, a apontar para a realização de eleições até ao final do mês de Julho, sendo que apenas o Conselho Diretivo irá a votos, já que, nos restantes órgãos sociais, está assegurado o normal e desejado funcionamento.
Pouco mais de uma hora Pouco mais de uma hora e um quarto levou o encontro de dirigentes. A reunião de ontem foi extraordinariamente breve, sobretudo comparada com aquela que decidiu o reassumir de funções de Paulo Pereira Cristóvão, depois de rebentar o escândalo relacionado com a alegada denúncia caluniosa qualificada de José Cardinal, árbitro assistente que acabou por ficar fora do encontro entre Sporting e Marítimo.
Isto porque os dirigentes leoninos chegaram a Alvalade perto das 19h00; eram 19h15, quando Rui Paulo Figueiredo, vogal do Conselho Diretivo, entrou a pé pelo multidesportivo, e pouco mais de uma hora tinha passado quando o primeiro dirigente abandonou as instalações de estádio: Paulo Pereira Cristóvão, o polémico vice-presidente, conduziu a sua viatura para fora da garagem, levando no banco do passageiro o Senhor Atletismo, Moniz Pereira.
Depois, com poucos minutos de intervalo, Pedro da Cunha Ferreira, José Filipe Nobre Guedes e João Pedro Varandas seguiram-no.
O último a sair foi o presidente, Godinho Lopes, que escusando-se a muitos comentários, rapidamente se afastou do local, tanta era a diligência de quem o conduzia.
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