"Vamos dar um pontapé na crise" JEAN-PAUL LARES
Luís Duque, administrador da Sporting, SAD e homem-forte do futebol leonino, foi o único elemento da estrutura a dar a cara publicamente na véspera do decisivo confronto com o Nacional. O dirigente revelou confiança nas possibilidades da formação verde e branca e prometeu uma reacção ao difícil momento que a equipa atravessa. "Estamos a caminho da Madeira, naquele que acreditamos ser mais um passo para chegar ao Jamor. Vamos dar um pontapé na crise", disse Luís Duque, à chegada ao aeroporto, que aconteceu alguns minutos antes do autocarro que transportava a equipa surgir em frente do terminal. O dirigente foi o primeiro a embarcar, emanando tranquilidade, professando confiança e recusando atribuir a esta partida o rótulo de tábua de salvação de toda a temporada. Ainda assim, Duque não esconde que o fracasso na tentativa de alcançar a final da Taça de Portugal teria consequências. "Não poria as coisas nestes termos. Dentro dos objectivos traçados no início, dentro das condicionantes com que partimos, esta Taça está ao nosso alcance e ficávamos muito tristes e desiludidos se não a conseguíssemos conquistar", declarou, enquanto se dirigia para a zona de embarque.
Antes da partida, porém, mais uma palavra, desta feita para explicar e comentar o silêncio de Domingos Paciência, que, tal como O JOGO ontem noticiou, tomou a decisão de prescindir da habitual conferência de Imprensa de antevisão da partida, optando por uma declaração divulgada através do sítio oficial do clube na Internet. Penso que foi uma decisão do treinador", confirmou, passando a explicar: "Entendeu que temos um ritmo grande de jogos, que se tem falado muito e, se calhar, há alturas em que temos de pensar um bocadinho." Certo é que o dirigente está solidário com a equipa técnica e a decisão do seu líder. "É uma decisão que compreendo perfeitamente", respondeu, quando questionado sobre a utilidade da medida.
Minutos depois, com a equipa, chegou também Carlos Freitas, director-geral desportivo, parceiro de Duque na gestão do futebol e "arquitecto" deste plantel. Sem se pronunciar publicamente e com a postura discreta que se lhe conhece, deu o exemplo da postura que alastrava a todos os outros membros da comitiva: ar sério e compenetrado, próprio de quem sabe que, hoje, terá de garantir, na Choupana, um resultado que permita suplantar o empate a dois golos que traz da primeira eliminatória, disputada em Alvalade. Caso contrário, o Sporting perde de vista o objectivo que esteve mais próximo de alcançar e pode ver as suas aspirações de títulos reduzida à Liga Europa, prova muito difícil de vencer.
Comitiva será reforçada ainda hoje Luís Duque liderou a comitiva no primeiro dia da estadia na Madeira, que se prolonga por causa do jogo com o Marítimo, mas o contingente leonino vai ser reforçado durante o dia de hoje. Para além do presidente, Godinho Lopes [ver mais informação nas páginas seguintes], é esperada a presença de outros membros dos órgãos sociais. Tal como O JOGO já adiantou, a Direcção quer mostrar uma frente unida e ter a estrutura a dar a cara na Madeira, num momento fundamental para as aspirações da equipa de futebol na presente época.
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