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 Assunto da Mensagem: JOVENS PROMESSAS
MensagemEnviado: 20 Mai 2009, 22:23 
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Nuno Malheiro (Sporting Clube de Portugal)

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Nuno Jorge Nobre Barbosa Malheiro, de 15 anos, é um nome que para muitos é desconhecido. Mas quem segue o futebol de formação em Portugal seguramente já ouviu falar dele. É um lateral-esquerdo que joga nos iniciados do Sporting e que é chamado com regularidade à selecção distrital de Lisboa - participou, por exemplo, no Torneio Lopes da Silva no ano passado -, tendo também já sido internacional português no escalão Sub-15. É seguro a defender e rápido a ajudar a equipa no ataque, tendo uma enorme capacidade de resistência. Em suma, é um lateral "moderno". Está, assim, lançado o tema dos próximos parágrafos.

Encontramos Nuno Malheiro no final do mês de Dezembro do ano passado. É durante a realização da primeira edição do Torneio Taça Cidade dos Campeões, que se realizou no Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António, no Algarve, que temos a oportunidade de conversar um pouco com o jovem defesa leonino. Tranquilo e bem disposto, Nuno não treme diante do microfone. Também neste aspecto mostra experiência.

O Sporting acabou por vencer a competição, que juntou oito equipas de Iniciados A de todo o país (além dos leões estiveram presentes Benfica, V. Guimarães, F.C. Porto, V. Setúbal, Sp. Braga, Associação de Futebol do Algarve e Académica), ao bater na final o rival da Segunda Circular por 2-1. Nuno Malheiro, como de costume, foi titular na equipa de Alvalade e assim levantou o troféu diante das câmaras da SportTV, que transmitiu o encontro em directo.

Os primeiros passos

Como qualquer outro jovem, Nuno Malheiro começou a jogar futebol na escola. "Havia torneios de ATL e íamos quase sempre à final", recorda. "E houve um dia em que o meu pai me perguntou se eu queria ir para o Estoril Praia. Eu disse que sim, fiquei muito contente e ele deu-me como prenda de anos ir para o Estoril. Inscreveu-me e passado um ano já fazia parte da competição e já jogava pelos mais velhos", prossegue. Nessa altura, o jovem lateral "tinha mais ou menos sete anos".

A partir deste momento foi sempre a subir, até porque o primeiro passo, e quiçá o mais difícil, já estava dado. E com sucesso. "Fiquei no Estoril dos sete até aos 12 anos, em infantis de sete. Depois vim directamente para o Sporting. Nós jogávamos sempre contra o Sporting nas primeiras e segundas fases e quando os defrontávamos íamos todos entusiasmados e os jogos eram sempre muito disputados. Terminavam 5-4, 4-3 e eu marcava sempre golos", revela Nuno Malheiro.

Mas como é que um lateral marcava muitos golos? Será que jogava noutra posição? "Na altura era ponta-de-lança, por isso houve uma grande mudança. Acho que o interesse do Sporting pode ter aparecido por ter dado nas vistas no Estoril e por marcar muitos golos", confessa.

Quando questionado sobre se sempre foi do Sporting, o jovem lateral diz que agora é leão de corpo e alma, mas lembra que "quando era pequenino tinha uma grande admiração pelo Benfica". A verdade, diz, é quando teve "a oportunidade de vir para o Sporting foi como se estivesse a realizar um sonho". "Foi inesperado. Quando era mais novo também perguntei à minha mãe se me queria levar a treinar ao Benfica. Ela disse que o Benfica também estava interessado, mas que talvez fosse melhor ir para o Sporting porque tinha as melhores escolas, e decidi ir. Fui a um torneio, na altura tinha 12 anos, e fiquei", explica Nuno Malheiro.

Sempre a crescer em Alcochete

Desde que se mudou para o Sporting, o jovem defesa diz que tem "vindo a evoluir em várias capacidades". Uma delas, talvez a principal, está relacionada com o seu posicionamento táctico, já que Nuno Malheiro recuou um pouco no terreno e passou a jogar a lateral-esquerdo: "Tive de me adaptar a defesa-esquerdo, que não era, e acho que tenho vindo a jogar bem. O ‘mister' achou que eu tinha mais capacidades para ser um bom lateral do que um extremo ou médio, até porque eu podia não jogar. Ele achou que se me recuasse um pouco no terreno podia ter mais a ganhar com isso."

A alteração de posição, conta Nuno Malheiro à AdT, aconteceu a partir dos iniciados. "Nos infantis fiz um jogo a defesa-esquerdo e o ‘mister' disse que gostou e nos iniciados de primeira época disse-me que ia jogar a lateral para ver como me safava. Por acaso treinei muito e acabei por jogar sempre a defesa. E gosto. Dá para lidar mais com o jogo, porque a extremo temos de ficar sempre à espera do que vai acontecer, se a bola vai sobrar ou não", frisa.

Em jeito de auto-avaliação, Nuno Malheiro considera-se rápido e diz que "às vezes" chuta bem. O jovem assume também que é um lateral ofensivo e que gosta de subir no terreno: "Sim, gosto de tocar na bola, passar e assistir os colegas mesmo que esteja em frente à baliza."

O sonho, esse, é o mesmo de tantos outros jovens jogadores. Ser futebolista profissional e seguir as pegadas de Nani, o seu ídolo. Também ele formado no Sporting e actualmente nos ingleses do Manchester United. "Tenho ambições de chegar sempre mais longe, como ir à Selecção Nacional e tentar ser o melhor do mundo. É sempre difícil, mas não é impossível. Sei que tenho de ter os pés bem assentes no chão, porque as coisas não são fáceis de alcançar. Mas é bom ter esta ambição, porque temos de tentar", diz, convicto, Nuno Malheiro. E porque é que Nani é o exemplo a seguir? "Gosto muito de o ver jogar, mexe-se bem e joga com o colectivo. Tem muitas qualidades", explica.

A escola e o futuro

Ao contrário de alguns colegas de equipa, Nuno Malheiro não vive na Academia de Alcochete, já que vive perto do centro de treinos dos leões, no Estoril. "Vou e venho todos os dias", adianta. E será que é melhor assim? O jovem lateral responde com toda a certeza que "há bons e maus aspectos". E explica porquê: "Fora da Academia podemos estar sempre com os pais, eles dão apoio, aquele carinho especial. Na Academia acho que não há esse carinho, só vemos os pais aos fins-de-semana e é quando vemos. Por outro lado, quem está lá pode melhorar as suas qualidades sempre que quiser, porque estão lá os ‘misters' para ajudar, e isso também pode ser bom."

No que diz respeito à escola, o ainda iniciado dos leões está a ter um percurso algo atribulado, mas aponta justificações aceitáveis para o insucesso. "Estou no sétimo ano. Chumbei no quinto, quando os meus pais se separaram, porque tive de mudar de escola e recuperar o ano, e chumbei no ano passado, porque não consegui conciliar muito bem a escola com a Academia: chegava sempre muito tarde a casa e não conseguia dormir muito bem, acordava sempre tarde e depois era difícil estudar", salienta.

E se o futuro não for risonho no mundo do futebol, o que poderá ser Nuno Malheiro quando for grande. "Quando era pequenino dizia à minha mãe que queria ser médico para ajudar as pessoas, mas agora não sei, talvez professor de educação física, algo que seja ligado ao futebol ou ao desporto, nem que seja para poder ajudar as crianças e mostrar aquilo que eu sei ou que sabia na altura deles."

Apesar da tenra idade, o defesa leonino mostra ter grande maturidade. A comprová-lo está o conselho que dá aos jovens jogadores que, tal como ele já fez, estão agora a iniciar uma aventura dentro das quatro linhas. "[Digo] Para se esforçarem em todos os treinos, se não o fizerem isso pode não ajudá-los no futuro. Se ficam sempre a brincar nos treinos e a rematar para o lado chegam aos jogos e não fazem nada de jeito. Têm também de comer bem e dormir bem e de ter uma alimentação saudável", sublinha.

Há quem considere que a actual equipa de iniciados do Sporting é uma das melhores ou mais fortes de sempre, dada a qualidade individual dos seus jogadores e também do conjunto, claro. Para Nuno Malheiro o segredo do sucesso é fácil de encontrar: "Acho que temos uma grande equipa porque esforçamo-nos sempre todos e tentamos melhorar nos treinos, mesmo quando o ‘mister' nos dá na cabeça. Tentamos melhorar para tentar ganhar sempre tudo porque somos muito ambiciosos, e isso é bom. Mesmo quando temos dificuldades tentamos sempre ultrapassa-las".

Sempre sorridente e bem disposto, o jovem lateral-esquerdo revela à AdT uma das histórias que teve - ele e alguns colegas - com um jogador do plantel principal do Sporting, no caso o avançado brasileiro Liedson. "Houve uma vez em que fomos treinar de manhã e o Diogo Leite, que agora está no V. Guimarães, já tinha ido no dia anterior pedir umas botas ao Liedson. Dessa vez foi o Miguel Rodrigues, que era um bocadinho parecido com o Leite, pedir-lhe umas botas. Chegou lá e perguntou: ‘Liedson dás-me umas botas?' E o Liedson disse: ‘Pô rapaz, ainda ontem te dei umas'. E começámos todos a rir e o Leite também".

Nome: Nuno Jorge Nobre Barbosa Malheiro.
Clube: Sporting Clube de Portugal.
Posição: Lateral-esquerdo.
Data de nascimento: 01-02-1994 (15 anos).
Nacionalidade: Portuguesa.
Altura: 1,68 metros.
Peso: 65 kg.


Texto: Frederico Gerardo.
Imagem: Academia de Talentos.

Fonte: www.Academia-de-talentos.com

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Fez muito bem em escolher o Sporting...!!!

Em Alcochete pôde aprender com o Ronny...como não deve ser um defesa equerdo...!!!


Que tenha cabecinha e sorte...!!!

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MensagemEnviado: 21 Mai 2009, 09:52 
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Então boa sorte, Nuno Malheiro. Que seja sempre a malhar nos adversários.


E ainda bem que evoluíste na vida. Se continuares a dar passos de gigante como foi o passares de simpatizante do benfica a jogador do Sporting, então terás o mundo a teus pés :wink:

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 Assunto da Mensagem: DIOGO ROSADO
MensagemEnviado: 21 Mai 2009, 11:43 
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Diogo Rosado (Sporting Clube de Portugal)


Corria o último minuto de compensação da partida. O Sporting defrontava o F.C. Porto e um empate era suficiente para dar o título de campeão nacional de juniores da época 2007/2008 à equipa leonina. Contudo, eram os portistas que venciam, por 2-1, a segundos do derradeiro apito, a instantes de conquistarem o tão almejado título, em pleno estádio de Alvalade.


A bola chegou então aos pés de Diogo Rosado, que entrara durante a segunda parte. Descaído para a direita, o jogador do Sporting não receou a responsabilidade de assumir o último lance do encontro, de assumir o último lance do campeonato. Avançou uns metros, encarou a defensiva contrária, flectiu para o centro e, quando se enquadrou com a baliza, quando viu uma nesga de espaço, rematou de pé esquerdo.


Todos perceberam de imediato o que se passaria de seguida, pois a bola parecia feliz, parece mesmo ter dado pulos de alegria no trajecto entre o pé de Diogo Rosado e o fundo da baliza do F.C. Porto. Terá demorado um segundo, se tanto, a percorrer esse caminho, mas é um momento que para sempre ficará marcado na memória de muitos, sejam eles sportinguistas ou apenas adeptos do bom futebol.


Um lance de génio deu o título de juniores ao Sporting, quando já poucos acreditavam que tal fosse possível. Um lance que pode ajudar a definir Diogo Rosado. Um golo só ao alcance de jogadores capazes de fazer aquilo que parece impossível.


Terra de pescadores e... futebolistas


Para contar a história de Diogo Rosado é obrigatório fazer uma primeira paragem em Peniche. Foi nessa cidade, com fortes ligações ao mar e à pesca, que o jovem deu os primeiros passos, na vida e no futebol.


A pesca esteve bem presente nas vidas dos seus antepassados, inclusivamente do seu avô e do seu pai, mas Diogo desde cedo demonstrou uma certa apetência para o futebol.


O pé direito até era o mais utilizado na infância, mas por sugestão e insistência de um tio, o pé esquerdo começou também a ser trabalhado com afinco. Foi esta a primeira finta de Diogo Rosado, uma finta ao destino, já que hoje em dia é com o pé esquerdo que faz maravilhas.


Os jogos de futebol na rua com os amigos passaram, aos seis anos de idade, a ter outro palco, o campo do Grupo Desportivo Peniche.


Foi lá que aprendeu as primeiras lições de futebol, foi lá que teve de crescer e evoluir enquanto jogador, uma vez que, nessa altura, jogava com rapazes até três anos mais velhos, com outra desenvoltura física.


Apesar de ser o mais novo, o pequeno Diogo já conseguia fazer a diferença entre os demais jogadores, o que levou os olheiros do Sporting a observarem as suas prestações e a avançarem para a sua contratação.


De Peniche para o Sporting


Pois bem, chegava então a altura de Diogo Rosado dar o salto de um pequeno clube da sua terra natal para um dos maiores do país, o Sporting. Foi com onze anos que o jogador passou a vestir de verde e branco, fazendo parte da equipa de infantis, na altura treinada por Nuno Naré.


A adaptação à nova realidade aconteceu de forma tranquila e o jovem Diogo Rosado conseguia explanar nos campos a razão pela qual o clube de Alvalade havia apostado na sua contratação.


De escalão para escalão, de ano para a ano, a evolução era visível e o seu valor cada vez mais conhecido e reconhecido entre companheiros e adversários.


E os títulos foram acompanhando o seu desenvolvimento futebolístico. Depois de ter conquistado alguns campeonatos distritais, Diogo Rosado é já campeão nacional há três épocas consecutivas, em dois escalões diferentes.


O técnico João Couto, em 2004/2005, incluiu o jogador, na altura ainda juvenil de primeiro ano, no lote de atletas de segundo ano e Diogo Rosado pôde festejar o seu primeiro título nacional.


Na temporada seguinte, orientado por Luís Dias, o jogador realizou uma das melhores épocas de leão ao peito e as faixas de campeão foram um justo prémio para a suas prestações.


O sucesso teve continuidade na época passada, com aquele fantástico golo da sua autoria, diante do F.C. Porto, a dar ao Sporting mais um título nacional de juniores, pela mão do técnico José Lima.


Presença assídua na selecção de um pai precoce


Com as boas actuações ao serviço do Sporting, as chamadas à selecção nacional surgiram com naturalidade a partir do escalão de sub-16 e o atleta já viu Rui Caçador incluir o seu nome numa convocatória para os trabalhos da selecção de sub-21.


Mas as idas à selecção não têm só boas memórias desportivas para Diogo Rosado, têm também óptimas recordações familiares. Isto porque, foi durante um estágio da selecção de Sub-19, na Póvoa do Varzim, que o jogador, na altura com apenas 17 anos, recebeu a notícia de que a sua filha estava prestes a nascer. Sem olhar para trás, o atleta saiu a correr do estágio e ainda assistiu ao nascimento da pequena Mariana.


Técnica apurada e a equipa principal no horizonte



Da actual equipa de juniores do Sporting, Diogo Rosado é um dos elementos que mais esperanças pode acalentar de vir a fazer parte do plantel sénior.


Paulo Bento tem revelado bastante confiança no valor do jogador e as chamadas para treinar junto da equipa principal têm acontecido com regularidade, tendo mesmo integrado a convocatória para um recente jogo diante do Estrela da Amadora.


Diogo Rosado veste a camisola com o número dez nas costas, mas pode ocupar quase todas as posições na zona do meio-campo. Esta temporada, em alguns jogos da Liga Intercalar, chegou mesmo a desempenhar a função de pivot defensivo e até o fez com nota francamente positiva.


Porém, é na segunda linha do meio-campo que o seu futebol ganha outra dimensão. Dono de uma técnica requintada, pode jogar como extremo, sendo que, encostado ao lado direito, pode flectir para o centro e utilizar o seu pé esquerdo para visar as balizas adversárias.


Mas Diogo Rosado, que certa vez o treinador espanhol Iñaki Sáez comparou a Guti, parece talhado para ser um "vagabundo" no meio-campo, apoiando os avançados, como interior ou como um verdadeiro número dez, ou descaindo para os flancos.


Por vezes parece alhear-se do jogo, parece mesmo desaparecer por instantes, mas quando a bola vai ao encontro dos seus pés, o jogador revela capacidades fora do comum. Forte nos lances de um para um, raramente opta pelo previsível e são muitos os lances de génio que assinou ao longo dos seus tempos de formação.


A sua capacidade de execução de lances de bola parada é temível e do seu pé esquerdo já saíram tentos de bela execução.


As assistências para golo são outro dos aspectos do jogo em que o jogador se revela bastante perigoso. Tirando partido de uma boa visão de jogo, executa passes decisivos com enorme exactidão e coloca muitas vezes os companheiros na cara do golo.


Diogo Rosado é mais uma pérola prestes a sair dos escalões de formação do Sporting, algo que irá suceder já no final desta temporada. É certo que ainda está em fase de formação, mas é mais um jovem talento, produto da Academia de Alcochete, com muitos atributos para poder vir a representar a equipa principal.


Os adeptos leoninos decerto desejam que Diogo Rosado repita mais golos como aquele que marcou em Alvalade, diante do F.C. Porto, e que, tal como naquela tarde memorável, dê mais títulos ao Sporting.


B.I. do jogador:

Nome: Diogo Jorge Rosado.
Data de nascimento: 21-02-1990 (19 anos).
Nacionalidade: Portuguesa.
Peso: 74 quilogramas.
Altura: 185 centímetros.
Posição: Médio e extremo.
Percurso: Grupo Desportivo Peniche e Sporting Clube de Portugal.
Clube actual: Sporting Clube de Portugal.



Texto: João Miranda.
Imagem: Academia de Talentos.



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"EXISTEM 3 ESPÉCIES DE HOMENS:
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Editado pela última vez por raul baresi em 04 Jul 2010, 13:37, num total de 1 vez.

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MensagemEnviado: 21 Mai 2009, 15:18 
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E eu fui dos que vi esse lindo golo...!!!

Eu estava lá...e não estava só...!!!

Anda por aí pelo Forum...diversas fotos desse dia...!!!

Que tenha muito exito é o que eu desejo... a este quase meu vizinho...!!

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 Assunto da Mensagem: AMIDO BALDÉ
MensagemEnviado: 22 Mai 2009, 15:11 
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JOVENS PROMESSAS


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Amido Baldé (Sporting Clube de Portugal)



De entre os reforços que o Sporting adquiriu para a equipa júnior este ano, um atraía particularmente a atenção. Não por ter algum talento especial ou por ser um jogador conhecido, mas simplesmente por ser pelo menos dez centímetros mais alto que a maioria dos colegas e adversários. Até mesmo o guardião Victor Golas, de 1,91m, parecia mais pequeno ao lado daquele "gigante" de pernas compridas.


Pois bem, esse "gigante" chama-se Amido Baldé e é o jogador que daremos a conhecer no artigo de hoje. É guineense, tem 17 anos (nasceu a 16 de Maio de 1991) e deseja ser conhecido por outras razões que não apenas a sua prodigiosa altura. Perceba as razões no texto que se segue.


Futebol: uma paixão


Amido nasceu no seio de uma família apaixonada por futebol. "A minha mãe gosta de ver jogos de futebol de 11 na televisão", explica. Por essa razão, o jovem guineense teve desde muito cedo contacto com o desporto-rei, e desde então que nutre especial afeição por ele. "Desde pequeno que quero marcar golos!", conta. "Com três anos, jogava com os meus colegas e só queria marcar golos!"


Ainda criança, ingressa no Balantas de Mansoa, que disputa o campeonato guineense. Era aí que jogava quando o Sporting o descobriu e o convidou a vir realizar testes na Academia de Alcochete. O avançado foi então integrado na equipa de juniores, com a qual disputou todos os jogos de pré-época.


Ao longo das três semanas de teste, Amido consegue dois golos e deixa muito boas indicações. O guineense assume-se como um jogador tecnicista e muito útil ao ataque, devido à sua elevada estatura física e considerável corpulência. Assim, findo o período de teste, o Sporting avança com todas as diligências para a contratação do jogador, a qual acaba por se concretizar já no início da nova época desportiva.


Vida difícil


A adaptação ao futebol português foi "um bocado difícil, porque o nosso jogo na Guiné é muito diferente". "Mas a pouco e pouco, com o ‘mister' Lima, eu sei que me vou encaixar", refere o ponta-de-lança africano. Também a vida extra-desportiva causou, ao princípio, alguma estranheza a Amido, sobretudo por "fazer menos calor". Mas o avançado esforçou-se por dar a volta por cima porque, como refere, "temos que lutar para vencer". No entanto, o jovem não esconde as "saudades da minha mãe e dos meus colegas na Guiné". "Tenho a certeza de que eles pensam que as coisas aqui estão fáceis, mas não estão. É preciso sorte!", desabafa.


Neste momento, Amido vive com o empresário, enquanto aguarda que este lhe adquira um apartamento também na zona de Alcochete. Todos os dias se desloca para treinar na Academia, que considera "muito boa". "Quando vemos as condições de treino de Alcochete, dá-nos moral para nos esforçarmos muito!", declara. E ambiciona ser chamado à Selecção guineense, que não representa desde os dez anos, nos escalões
infantis.


Grande, sim. "Tosco"...não!


Com uma altura superior a 1,90m, Amido Baldé é obviamente especialista no jogo aéreo, sobretudo na obtenção de golos de cabeça. O avançado confirma essa preferência, mas acrescenta que "marcar golos com os pés também é bom". Aliás, um dos dois golos que já obteve ao serviço dos leões foi marcado com o pé direito, numa jogada de oportunismo bem ao jeito de um "homem de área".


Aliás, Amido rejeita ser conhecido apenas como um ponta-de-lança alto que faz golos de cabeça. O guineense refere que os pés são outro dos seus pontos fortes, e considera que "quem só joga de cabeça não pode ficar no Sporting!" "Tenho que saber jogar com os pés para poder combinar com os meus colegas", completa o jovem avançado. No que toca a pontos fracos, refere "o remate com o pé esquerdo", que é apenas "mais ou menos".


Outro estereótipo que o jovem africano procura desmistificar é o de que todos os jogadores altos são "desastrados" e tecnicamente fracos. "Isso é ideia das pessoas, porque eu não sou assim!", diz. "Agora ainda me estou a adaptar, mas quando já estiver habituado, vou ser melhor!", completa, convicto. E, de facto, o tecnicismo que o jogador vem evidenciando é invulgar para alguém com as suas características, prometendo um jogador "completo", capaz tanto de aparecer a finalizar como de assistir (bem) os colegas.


"Dores de cabeça" saudáveis


Apesar de ser um dos três pontas-de-lança dos juniores leoninos, Amido Baldé rejeita falar de concorrência quando se refere aos colegas. "Temos é que fazer dores de cabeça ao ‘mister'", brinca. "O ‘mister' é que vai escolher, através do trabalho. Nós temos é que trabalhar todos". O avançado reitera ainda que, no Sporting, "somos irmãos". "Não vai haver nenhuma concorrência, vai haver é trabalho para conquistar o lugar", conclui. Até porque, como diz. "todos no Sporting são meus amigos!" "Desde o primeiro dia em que cheguei a Alcochete, todos me trataram bem, me respeitaram e me deram carinho", relembra, comovido.


Para além disso, o facto de Amido ser um avançado mais "puro e duro", enquanto que Wilson Eduardo e Henrique Gomes podem mais facilmente alinhar nas alas, acaba por minimizar a questão da titularidade, e pode garantir ao guineense um lugar frequente no "onze". Isto porque, apesar de Amido referir que também pode jogar "descaído na direita", o avançado é o primeiro a assumir que o seu gosto é mesmo...pelos golos. Quanto a um futuro lugar na equipa sénior, "tudo é possível". "Só depende de mim e de Deus! Eu é que tenho que me esforçar, e dar as ‘dores de cabeça' ao ‘mister', porque o ‘mister' não vai gostar logo de mim, vai gostar daquele que trabalhe melhor!", considera o avançado. No entanto, mesmo que não tenha lugar no onze e vá emprestado, Amido vai continuar a trabalhar, porque "o Sporting pode chamar a qualquer hora!"


Com toda aquela envergadura, é inevitável a questão: será que Amido nunca ponderou ser central? A resposta vem pronta: "não, porque se eu fosse central ia querer marcar golos! Gosto é de marcar golos." Não resistimos também a uma pequena brincadeira: e jogador de basquetebol, será que já pensou em ser, perguntamos? Amido responde com um sorriso: "não, não, nunca! Desde pequeno que sempre quis jogar futebol de 11, e é isso que quero continuar a fazer."


Guiné: uma cena em ebulição


Sendo Amido oriundo da Guiné, é natural que lhe perguntemos sobre a ‘cena' futebolística daquele país. Como é ela? "Há muitos bons jogadores!", entusiasma-se o jovem. Mas lamenta a falta de oportunidades e de sorte. "Para sairmos da Guiné para aqui [Europa], é preciso sorte. Lá na Guiné o futebol é muito pequeno", considera. E continua: "todo o jovem da Guiné quer jogar, para escapar da pobreza! O problema é que não há ninguém para ajudar os futebolistas a saírem de lá para aqui".


Este ponta-de-lança fã de Adebayor, Mourinho e do compatriota Bacari deixa ainda uma mensagem para todos os jovens que aspiram a uma carreira no futebol. "O futebol dá dinheiro. Implica sacrifícios, mas dá dinheiro. Queria dizer aos jovens para deixarem de ser delinquentes e se virarem para o futebol, porque o futebol é um sítio que educa, que transmite coisas boas. E mesmo que não tenham a mesma sorte que os colegas, há que ser humilde, e trabalhar muito. Mas acima de tudo ser humilde". Palavras de Amido Baldé, um jovem com uma maturidade que quase rivaliza com o seu tamanho...


Nome: Amido Baldé.
Data de Nascimento: 16/05/1991 (17 anos).
Altura: 1,93m.
Peso: 84kg.
Posição: Ponta-de-lança.
Clube: Sporting Clube de Portugal.


Texto: Pedro Benoliel.
Imagem: Academia de Talentos.

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Editado pela última vez por raul baresi em 04 Jul 2010, 13:37, num total de 1 vez.

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 Assunto da Mensagem: GUILHERME CELESTINO
MensagemEnviado: 26 Mai 2009, 20:52 
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Guilherme Celestino (Sporting Clube de Portugal)


É do outro lado do oceano Atlântico que começa esta história. Foi no Brasil, mais precisamente em São Paulo, que nasceu um dos mais prometedores jogadores da actual equipa de Infantis A do Sporting Clube de Portugal.

Com apenas treze anos de idade, o atleta tem já muitas e interessantes histórias para contar. Uma vida recheada de peripécias, com o destino a trazê-lo até Portugal, onde tem revelado particular jeito para o futebol.

É de Guilherme Celestino que falamos nas linhas que se seguem.

A chegada a Portugal e o gosto pelo... atletismo

Foi com apenas quatro anos de idade que Guilherme Celestino mudou de continente, cruzou a imensidão do oceano e aterrou em Portugal, tendo ido viver com os seus pais para a região de Leiria.

Vindo do país do futebol, não se pense que o actual jogador do Sporting é mais um daqueles casos de crianças fascinadas pela magia de uma bola desde o momento em que começou a andar. Nada disso. O que Guilherme Celestino gostava mesmo de fazer era de correr, pelo que o atletismo até foi a sua primeira modalidade.

Porém, o gosto pelo futebol estava já bem presente e enraizado na família e Haygnner Celestino, o seu irmão mais velho (actualmente jogador da equipa de juniores do Paços de Ferreira), entrou para os escalões de formação do Sport Clube Leiria e Marrazes.

Era habitual Guilherme Celestino acompanhar os treinos do seu irmão e aproveitava para se recrear com uma bola. Foi aí que Sandro Brito, treinador do clube leiriense e amigo do pai de Guilherme, reparou nos dotes do petiz para acariciar o esférico. Sem hesitar, o treinador aconselhou o pai de Guilherme Celestino a levá-lo aos treinos do clube, dizendo que estava ali um grande valor, um diamante pronto para ser lapidado.

Embora achando os elogios algo exagerados, o pai de Guilherme levou-o aos treinos, mas o jovem gostava mesmo era de correr e os primeiros toques na bola não chegaram para o entusiasmar. Foram os constantes incentivos do técnico Sandro Brito que não o deixaram desistir do futebol e optar definitivamente pelo atletismo.

Aos poucos, Guilherme Celestino, então com nove anos, ia esquecendo o atletismo e foi tomando o gosto pelo futebol. Primeiro como médio-centro, posição na qual marcou muitos golos, depois no eixo da defesa, onde se começou a destacar por ser já mais desenvolvido do que muitos dos seus companheiros e adversários, o jogador foi mostrando muitas qualidades com o decorrer dos treinos e começou a dar nas vistas.

O interesse dos "três grandes" e o ingresso no Sporting

Foi muito rápida a evolução de Guilherme Celestino. Em poucos meses, o jogador começou a mostrar potencial e valor necessários para os maiores clubes nacionais se interessarem por ele.

E o actual jogador do Sporting chegou mesmo a despertar a cobiça do Futebol Clube do Porto e a participar em treinos de captação do Benfica. No entanto, a transferência para o clube da Luz acabou por não se concretizar e Guilherme Celestino voltou desolado para Leiria.

Deu-se então a primeira mudança de clube. O seu irmão tinha já passado a representar a União Desportiva de Leiria e o seu pai inscreveu também Guilherme nos escalões de formação do clube mais representativo da cidade do Lis.

Mas não demorou muito até chegar a vez do Sporting mostrar o seu interesse no jovem jogador. Depois de seguirem o atleta durante algum tempo, os responsáveis do emblema leonino convidaram Guilherme Celestino para realizar um treino de leão ao peito. Esse treino correu de feição ao atleta e, desta feita, a transferência foi consumada sem dificuldades, com aval do Sporting a ser dado rapidamente.

Jogador polivalente e já premiado

Guilherme Celestino pode actuar em duas posições diferentes no terreno de jogo sem que se notem diferenças de rendimento ou quebra de produção. Tanto no centro da defesa como na zona mais recuada do meio-campo, o jogador revela bastante qualidade e grande eficácia nas suas acções.

Desenvolvido fisicamente para a idade (1,62m e 50kg), o jogador sabe como posicionar-se em campo, encara o jogo de forma aguerrida e revela boa leitura dos lances, efectuando muitos cortes decisivos.

Mas as suas acções não se ficam pelas tarefas defensivas. Com a bola nos pés, Guilherme Celestino tem facilidade em galgar terreno rumo ao meio-campo ofensivo, servindo os companheiros em posições mais adiantadas.

O seu forte remate é também uma arma temível, que lhe permite festejar alguns golos, sobretudo na execução de lances de bola parada.

As boas exibições de Guilherme Celestino têm ajudado bastante o Sporting. As suas prestações não têm passado despercebidas e também já foram convenientemente destacadas com prémios individuais.

Recentemente, o jogador recebeu o troféu de melhor jogador do Torneio Internacional da Pontinha, depois de ter contribuído sobremaneira para a vitória final da sua equipa nessa importante e prestigiada competição, pela qual já passaram grandes nomes do futebol português.

Lúcio, a grande referência

Para além do seu irmão Haygnner, Guilherme Celestino tem outro ídolo: Lúcio. O defesa-central, internacional brasileiro, que representa há vários anos o Bayern de Munique, é a grande referência do jovem atleta leonino, que procura sempre que possível seguir os seus jogos e observar as suas acções.

Neste momento, o futebol é encarado pelos pais de Guilherme Celestino meramente como uma diversão, como uma forma de este praticar desporto e fazer amigos. São os estudos que estão no topo de todas prioridades e até têm corrido de feição até à data.

Com apenas treze anos e numa fase ainda tão prematura da sua formação futebolística, é impossível prever o futuro do jogador.

Contudo, a progressão do jovem atleta, que no próximo ano irá obter dupla nacionalidade, tem sido notável a todos os níveis. As qualidades demonstradas estão acima da média, pelo que pode estar aqui mais um grande valor a despontar na Academia de Alcochete.

Foi do outro lado do oceano Atlântico que começou esta história. No Brasil começou a ser escrito o livro de uma vida que tem já algumas páginas completas. Não restam grandes dúvidas de que muitas mais estão por escrever, quiçá em letras douradas.

B.I. do jogador:

Nome: Guilherme Lailon Celestino.

Data de nascimento: 01-02-1996 (13 anos).

Naturalidade: São Paulo (Brasil).

Nacionalidade: Brasileira.

Peso: 50 quilogramas.

Altura: 162 centímetros.

Posição: Defesa-central / Médio-defensivo.

Percurso: Sport Clube Leiria e Marrazes, União Desportiva de Leiria e Sporting Clube de Portugal.

Clube actual: Sporting Clube de Portugal.

Texto: João Miranda.
Imagem: Academia de Talentos.


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"EXISTEM 3 ESPÉCIES DE HOMENS:
OS VIVOS
OS MORTOS
E OS QUE ANDAM NO MAR...
OS FUZILEIROS."

FUZILEIRO UMA VEZ, FUZILEIRO PARA SEMPRE... :wink: !!!


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Editado pela última vez por raul baresi em 04 Jul 2010, 13:40, num total de 1 vez.

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vamos a mostrar que não foi por acaso que fostes para o sporting e a trabalhar a evoluir tecnicamente e disciplinarmente pelo que li vais ter muito sucesso no Sporting trabalha para seres o melhor.

Deus te abençoe para seres um grande jogador.

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Vou tentar acreditar

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Este é colega do Bruno Januário que aqui já tenho referido algumas vezes e que é de uma Freguesia do concelho de Óbidos...

Desejo que ambos sejam em primeiro lugar grandes homens e também...óptimos jogadores do Sportong...!!!


Nuno Januário
Nome Completo:Nuno João da Costa Januário
Posição:Médio
Data de Nascimento:27-03-1996
Altura (Mt):1.46
Peso (Kg):42
Nacionalidade:Portuguesa

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Eu peço muitas desculpas aos meus amigos...mas a minha costela obidense...puxa-me para colocar esta notícia que não é nova , aliás é do dia...10 de Janeiro de 2009...

Mas que tem a ver com os jogadores acima referidos...


Clube de Futebol "Os Belenenses" 1-3 Sporting Clube de Portugal.

Campeonato Distrital de Infantis A - Série 3.

Escalão: Infantis A.
Local: Estádio do Restelo - Campo nº 3.
Data: 10 de Janeiro de 2009.
Equipa de Arbitragem: Guilherme Cardoso e Ana Correia.

CLUBE DE FUTEBOL "OS BELENENSES": André (GR), Diogo Sousa, Miguel Silva, Frederico, João Esteves, Ricardo Silva (Capitão), Máximo, Rodrigo, Barradas, Tiago Martins e Fábio Faisca.
Suplentes Utilizados: Santiago (GR), Francisco, Bernardo Nunes, Afonso Saraiva, Mário Rui e Álvaro Horta.
Equipa Técnica: Pedro Moreira (Treinador) e Pedro Guerreiro (Treinador Adjunto).

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL: João Leite (GR), Salvador Amaral, Bruno Wilson (Capitão), Guilherme Celestino, Tomás Diogo, Tiago Neto, Nuno Januário, José Lúcio, Rui Batalha, João Paredes e Euciodálcio Gomes.
Suplentes utilizados: Rafael Rebelo (GR), Pedro Oliveira, Vasco Pontes, Tiago Castro e Kilanda António.
Equipa Técnica: Hugo Cruz (Treinador), Pedro Lourenço e Hugo Sarmento (Adjuntos).

Resultado ao Intervalo: 0-2.
Resultado Final: 1-3.
Marcadores: 0-1, por Tiago Neto (3`); 0-2, por Nuno Januário (9`); 0-3, por Nuno Januário (51`); 1-3, por Mário Rui (53`).
Acção Disciplinar: Nada a assinalar.
Melhores em Campo: Mário Rui (Belenenses) e Nuno Januário (Sporting).


Crónica:

Nesta tarde de sábado em que o sol aquecia a zona de Belém depois de uma semana em que o frio surpreendeu os portugueses, o Belenenses recebia no campo número 3 do Restelo o seu rival Sporting, para mais um derby na capital lisboeta.

A equipa da casa entrou em campo a jogar em 4-3-3, com André na baliza, Diogo Sousa na lateral direita, Miguel Silva e Frederico ao centro e João Esteves na esquerda. No meio campo jogaram Ricardo Silva mais recuado, dando mais espaço a Rodrigo e a Tiago Martins. Os homens mais adiantados foram Máximo, Barradas e Fábio Faísca.

No outro lado estava um Sporting também em 4-3-3, com João Leite entre os postes, um quarteto defensivo composto por Salvador Amaral na direita, Bruno Wilson e Guilherme Celestino ao meio e Tomás Diogo na esquerda. No miolo alinharam Tiago Neto à frente dos centrais e Nuno Januário e José Lúcio como médios interiores. Na frente os escolhidos foram João Paredes ao centro, Rui Batalha na direita e Euciodálcio Gomes na esquerda.

Entrada triunfante do Sporting com dois golos madrugadores e um Belém pouco atrevido no ataque

O jogo começou praticamente com o golo do Sporting, que logo nos primeiros minutos aproveitou da melhor forma um canto e Tiago Neto ao segundo poste, e após alguma confusão, encostou para o fundo das redes.

Este era um golo que dava mais tranquilidade à equipa para uma partida que se previa complicada. Os leões estavam mais fortes e ao minuto sete Tiago Neto dispara forte para defesa incompleta de André, na recarga José Lúcio não fez melhor do que atirar para nova defesa do guardião do Restelo para canto.

A equipa leonina ameaçava e à passagem do minuto nove iria chegar novamente ao golo. Arrancada de João Paredes sobre a ala direita, o avançado ganha algum espaço e cruza para o primeiro poste, onde aparece Nuno Januário a empurrar o esférico para a baliza, e fazendo desta forma o segundo golo da equipa.

Era já uma vantagem confortável dos leões quando ainda não tínhamos chegado ao minuto dez. O Belenenses apenas iria chegar pela primeira vez com perigo à área leonina ao minuto onze, o lateral Tomás Diogo alivia mal a bola da sua zona defensiva e oportuno Rui Batalha vê o guarda-redes adiantado e tenta o chapéu, com o esférico a sair pela linha de fundo.

Dois minutos volvidos e novo sinal mais do ataque do Restelo. Livre directo sobre a meia direita do ataque da equipa da casa, com João Esteves a bater forte e a obrigar João Leite a defesa apertada, com a defesa a completar o alivio.

Até ao intervalo só houve situações de perigo junto da baliza do Belém, apesar de assistirmos a um jogo muito disputado na zona central. Já depois do primeiro quarto de hora estar decorrido, Bruno Wilson tenta a sua sorte através de um livre directo à entrada da área, mas a bola sai a rasar a trave.

O Sporting apresentava um futebol mais rápido e com maior capacidade de circulação, e ao minuto vinte e dois José Lúcio ganha espaço em zona frontal e atira fraco para defesa de André. Em cima do apito para o descanso novo canto dos leões apontado por Pedro Oliveira, com o capitão Bruno Wilson ao segundo poste a atirar fraco para mais uma defesa fácil do guardião da casa.

Entrou novamente melhor o Sporting com maior capacidade de circulação e um Belém a arriscar na velocidade dos avançados e no contra-ataque

A segunda parte começou praticamente igual à primeira, com o Sporting a estar muito perto de aumentar a contagem. O ala Euciodálcio isola-se e atira para boa defesa de Santiago, na recarga o mesmo Euciodálcio atira contra a defesa e ganha o canto. Na transformação do canto José Lúcio bate tenso e o central Guilherme Celestino desvia fraco ao primeiro poste.

Quatro minutos decorridos e de novo o Sporting a estar perto de marcar, arrancada sobre a direita do rapidíssimo Kilanda, que na passada ganha vantagem ao lateral e cruza atrasado para Tiago Neto a falhar o alvo por pouco.

A equipa leonina estava mais forte e mais perigosa e ao minuto quarenta e um livre apontado por Tiago Castro, com o avançado João Paredes a cabecear à figura de Santiago. Só ao minuto quarenta e sete o belém deu o primeiro sinal de vida do segundo tempo, numa arrancada de Mário Rui que termina com um remate fraco à baliza adversária.

O Sporting apresentava em campo uma boa e rápida circulação de bola, com os seus jogadores mais organizados e a ocuparem bem os espaços, enquanto que o Belém apostava em rápidos contra-ataques, tentando aproveitar a velocidade dos seus homens mais adiantados.

À passagem do minuto cinquenta e um o Sporting iria chegar ao golo da tranquilidade. Boa jogada de João Paredes sobre a direita do ataque leonino, com o avançado a entrar na área e a servir Nuno Januário, que na zona de penalty atirou confiante para o terceiro golo da equipa e o segundo da sua conta pessoal.

Mas não tardou a resposta da equipa da casa, e ao minuto cinquenta e três canto apontado por Barradas sobre a direita e ao segundo poste, após alguma confusão, Mário Rui atira para o fundo das redes, reduzindo a desvantagem dos azuis do Restelo.

Até ao final da partida dois lances de relevo junto da área do Belém. O primeiro por intermédio de João Paredes, que no seguimento de um canto apontado por Pedro Oliveira, atira contra a trave à guarda de Santiago. Por último num remate de Kilanda para fora, depois de boa iniciativa de Nuno Januário sobre a esquerda.



Análise Individual (Sporting Clube de Portugal):

João Leite: Teve pouco trabalho ao longo da primeira parte.

Salvador Amaral: Defende bem os caminhos para a sua baliza e gosta de apoiar o ataque e subir pelo corredor.

Bruno Wilson: Esteve quase sempre bem, seguro e eficaz no eixo defensivo.

Guilherme Celestino: Sem dificuldade levou quase sempre vantagem nos duelos com os avançados.

Tomás Diogo: Jogo personalizado do nº 5 leonino que se mostrou sempre atento e eficaz em zona defensiva.

Tiago Neto: Abriu o marcador logo no inicio da partida e foi importante na zona defensiva da equipa, dando consistência e força ao meio campo leonino. Apareceu algumas vezes no apoio ao ataque e em zona de finalização.

Rui Batalha: Um dos melhores do lado dos leões, sem receio de ter a bola nos pés e de ir para cima do adversário. Mostrou-se sempre muito disponível quer a defender quer a atacar. Apesar de jovem tem já grande capacidade de noção de espaço.

Nuno Januário: O homem do jogo foi consistente na zona do miolo e equilibrou as transições ofensivas da equipa. Para além de defender bem também aparece em zona de finalização o que lhe permitiu neste jogo apontar dois golos.

João Paredes: Sabe jogar de costas para a baliza e segura bem a bola, boas combinações com os colegas durante a partida.

José Lúcio: É o principal municiador do ataque leonino e um dos mais criativos, sabe ter a bola nos pés e sabe procurar os espaços vazios.

Euciodálcio Gomes: Exibição pouco brilhante do ala leonino, não se conseguiu soltar da marcação nem criar os desequilíbrios habituais.

Rafael Rebelo: Apesar do golo sofrido teve pouco trabalho e mostrou-se seguro nas saídas.

Pedro Oliveira: Exibição pouco fulgurante do jovem leonino que teve pouco tempo para se mostrar.

Vasco Pontes: Limitou-se a tapar os caminhos que iam dar à sua baliza e arriscou pouco no ataque.

Tiago Castro: Técnica apurada do jovem leonino, que apresentou bom domínio de bola e capacidade de construção.

Kilanda António: Foi dos mais desequilibradores do Sporting, rápido e tecnicista ganhou muitas vezes vantagens ao adversário e serviu os companheiros.
********************

De uma crónica de um jogo Benfica X Sporting (2 a 2)

Análise individual aos jogadores do Sporting:

Nuno Januário: O melhor em campo esta manhã, organiza o jogo da equipa e mostrou boa qualidade no passe e no domínio da bola. Apontou dois golos e tomou conta do meio campo.

**********************

De um outro jogo Belenenses X Sporting...: (0 a 1)

Análise individual dos jogadores do Sporting

15 - Nuno Januário: No meio-campo, foi mais importante na recuperação, no apoio a Guilherme Celestino. Não deu espaços aos médios mais criativos do Belenenses.

***********************

De um BenficaX Sporting (1 a 0)

ANÁLISE INDIVUAL (Sporting Clube de Portugal):

10 - Nuno Januário: Teve pouco a bola nos pés, mas mostrou bons pormenores e ganhou algumas bolas importantes no meio-campo.

**************************

De um FCPortoX Sporting (0 a 0)

15 - Nuno Januário: Boa exibição enquanto teve em campo, teve ainda uma boa ocasião de golo, desperdiçada.

*****************************

De um Sporting X Benfica (0 x 2)

6 - Nuno Januário: Não fez um jogo extraordinário mas teve daquelas intervenções quase "invisíveis" a ocupar espaços a meio-campo e a travar contra-ataques dos adversários



********************

Estou a tentar levá-lo ao nosso Almoço do Forum...o Nuno disse-me que não tivesse jogo nesse dia e o av^o levasse que estaria connosco...

Agora só é necessário não haver jogo nesse dia e o avô Silvino levá-lo com ele...!!

Nunca o vi jogar, mas garantiu-me quem já o viu...que há ali muita pinta de jogador...!!!

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MensagemEnviado: 28 Mai 2009, 20:09 
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grdes apostas e grades informações , até me arrepio ao ler estas noticias das nossas mais valias da formação , que apareça daqui a uns anitos e alguns em breve na equipa principal , é por isso que somos diferentes

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ACABA A ÉPOCA E O FUTURO VOLTA A BATER À PORTA; RECORD APRESENTA-LHE SEIS NOVOS TALENTOS COM A MARCA DA ACADEMIA E LUGAR NA SELECÇÃO SUB-19

A próxima vaga

Dois defesas centrais, dois médios e dois avançados. São internacionais Sub-19, em busca do apuramento para o Campeonato da Europa da categoria, e estão prestes a enfrentar o passo mais importante da carreira: a transição para sénior. No dia em que termina mais uma época, e em Alvalade vão mostrar-se outros reforços dos juniores, Record dá-lhe a conhecer a próxima vaga do Sporting, com a marca da Academia e lugar nas selecções nacionais: Nuno Reis, Pedro Mendes, André Martins, Diogo Rosado, Wilson Eduardo e Rui Fonte, de regresso após empréstimo. O leão regenera-se. E vê o futuro no horizonte.

:arrow: QUEM É
Nome: DIOGO Jorge ROSADO.
Data de nascimento: 21-02-1990 (19 anos).
Naturalidade: Peniche.
Posição: Médio.
No Sporting desde: 2000/01.
Clubes anteriores: GD Peniche.
Situação contratual: Tem contrato válido até 2012.
Empresário: Pini Zahavi.
Características: Começou como médio centro, agora joga encostado à direita. Técnica e visão de jogo.
Referências: Ibrahimovic é o "ídolo" e Figo o "maior exemplo como profissional." Comparado a Guti.
Passatempos: Descansa e almoça com os amigos. Prefere jogar Playstation, ver televisão ou passear num centro comercial do que navegar na internet.

O pai da Mariana

O avô, António Rosado, foi mestre. O tio, Joaquim, trabalhava num barco. O pai, Gaspar, também andava na pesca, em "viagens de meses". Diogo nunca experimentou a faina. Nem teve tempo. Aos 5 anos, já jogava no GD Peniche, e por ali se manteve, "sempre um escalão acima", até ser apanhado na rede de olheiros do Sporting. "Foi o primeiro clube que apareceu. E é o melhor na formação. Aceitei logo", conta.

A família lançou-o para o futebol e "foi sempre muito importante desde o início", dos pais aos avós, passando pelo tio, que praticava futebol amador. "Costumava jogar com ele. Usava o pé direito, mas ele queria que eu chutasse com os dois. Tornei-me canhoto", recorda. No primeiro ano de ligação ao Sporting, o pai levava-o duas vezes por semana a Lisboa. "Como ainda não havia Academia, ele ia comigo a Pina Manique. À quarta-feira para treinar e ao domingo para jogar. O resto era em Peniche, por causa dos custos, da distância e da escola."

A mudança definitiva para Alcochete não tardou. E o processo de crescimento acelerou-se. Diogo estava a 2 meses de completar 18 anos quando foi pai de uma menina, a Mariana. Deixou de residir na Academia, em Agosto, e ficou-se pelo 9.º ano. "Faço a minha vida normal, de profissional. Estou a dar tudo. Se não tiver sorte, volto aos estudos", declara.

Concentrado no "sonho" de ir ao Europeu Sub-19 e no objectivo de fazer o "tetra", com a conquista do título de juniores, o médio olha com tranquilidade a transição para sénior. Convocado para 3 jogos desta época, reconhece que "ninguém sai 100 por cento formado" do futebol jovem, mas sente-se "preparado" para o desafio de "chegar ao mais alto nível." "E isso neste momento é a equipa principal do Sporting. Agora é esperar a oportunidade. Se a tiver, tentarei agarrá-la." Certezas quanto à pré-época não há, mas existem sinais de confiança. "As pessoas acreditam em mim e conhecem a minha progressão."

:arrow: QUEM É
Nome: WILSON Bruno Naval da Costa EDUARDO.
Data de nascimento: 08-07-1990 (18 anos).
Naturalidade: Pedras Rubras.
Posição: Avançado.
No Sporting desde: 2003/04.
Clubes anteriores: Desportivo Vilar e FC Porto.
Situação contratual: Tem contrato válido até 2013.
Empresário: Pini Zahavi.
Características: Rápido, bom remate, finalizador (23 golos no campeonato de juniores).
Referências: Cristiano Ronaldo, "pelo que conseguiu", Figo, "um exemplo", e Thierry Henry, por partilhar "características". Apontam-lhe semelhanças com Liedson.
Passatempos: Playstation, cartas e computador; frequenta o 10.º ano e dedica tempo livre aos estudos.

Um levezinho no pátio de casa

Um pátio em Pedras Rubras foi o ponto de partida para a Academia do Sporting. "Comecei por influência do meu tio, Gabriel. Via-me com a bola no pátio lá de casa e decidiu apostar em mim. Levou-me ao Desportivo Vilar, onde ele jogava, e acabei por fazer lá uma época", lembra. A etapa seguinte levou-o ao FC Porto, e manteve-se de azul e branco durante 4 anos, até acompanhar a mãe e o irmão mais novo, João Mário, na mudança para Lisboa. Um contacto com Aurélio Pereira facilitou a entrada em Alcochete, e hoje há já quem veja no melhor marcador dos juniores (23 golos) semelhanças físicas e de estilo com Liedson. "Somos mais ou menos da mesma altura", observa. "É uma referência no Sporting e um goleador com quem gostava de jogar", admite.

Sem pressa de antecipar o futuro, o avançado traça como objectivo imediato "ser apurado para a fase final do Europeu Sub-19". "Depois, ser campeão nacional, e depois logo se verá." A chamada ao estágio da equipa principal é hipótese em aberto, ainda que nada lhe tenha sido comunicado. "Limito-me a trabalhar ao máximo. Se os responsáveis do clube quiserem apostar, ficarei satisfeito. É um objectivo que estabeleci no início da época passada", revela. Wilson já sabe como é trabalhar nos seniores, "no meio de grandes jogadores", e até foi convocado para 2 jogos. "A experiência foi boa. Apesar de não ter jogado, fiquei contente por perceber que os responsáveis estão atentos às minhas prestações."

:arrow: QUEM É
Nome: NUNO Miguel Pereira REIS.
Data de nascimento: 31-01-1991 (18 anos).
Naturalidade: Murten, Suíça.
Posição: Defesa central.
No Sporting desde: 2001/02.
Clubes anteriores: Vasco da Gama (Fátima).
Situação contratual: Tem contrato válido até 2013.
Empresário: Pini Zahavi.
Características: Rápido, bom sentido posicional e forte no jogo aéreo.
Referências: Steven Gerrard é "o mais completo." "Fascina-me".
Passatempos: É "agarrado ao computador", "mais jogos que internet", e gosta de "estar com os amigos".

A família dentro da Academia

Nasceu em Murten e viveu em Ried bei Krezers, cantão de Friburgo. A memória escapa-lhe e percebe-se porquê. Já nada o prende à Suíça, a não ser o nascimento. Os pais foram lá emigrantes, mas voltaram a Portugal quando tinha "meses" de vida. Aos 6 anos já jogava no Vasco da Gama, de Fátima. "O meu pai já sabia que eu gostava muito de jogar à bola. Então, um dia resolveu fazer-me uma surpresa e inscreveu-me no clube. E aqui estou." José Reis ainda é o maior entusiasta da carreira do filho. "Sempre que pode vai ver os jogos. Acompanha-me onde eu vou." Aos 13, foi para Alcochete. Mas já estava ligado ao Sporting há um ano. "Jogava aos fins-de-semana e treinava uma vez por mês na Academia." Quando se tornou residente, sentiu a falta da família. "De início, é difícil ficar longe dos pais. Ali apoiamo-nos principalmente nos mais velhos e nos amigos. É como uma família. Agora sou eu que tento ajudar os mais novos." Já maior de idade, assinou contrato profissional com o Sporting este ano. Quer acabar o 12.º (está no 11.º) e continuar, se puder "conciliar o futebol com a escola." Entretanto, prepara-se para o sonho de "chegar à equipa principal." "Temos de agarrar as oportunidades. Um treino, 2 minutos, o máximo de tempo possível." Nos treinos com os seniores, como nos corredores da Academia, prevalece o ambiente de amizade. "O Daniel Carriço e o Adrien, que também viveu na Academia, puseram-me à vontade, e isso foi uma grande ajuda para mim." Por enquanto "o primeiro objectivo é pensar na equipa de juniores." "Depois, o que vier por acréscimo será sempre bom."

:arrow: QUEM É
Nome: PEDRO Filipe Teodósio MENDES.
Data de nascimento: 01-10-1990 (18 anos).
Naturalidade: Neuchatel, Suíça.
Posição: Defesa central.
No Sporting desde: 2002/03.
Clubes anteriores: Real Massamá.
Situação contratual: Tem contrato válido até 2013.
Empresário: Jorge Mendes/Gestifute.
Características: Forte no jogo aéreo, agressividade, capacidade de passe longo.
Referências: Faz lembrar Pepe mas revê-se "muito" em Bruno Alves. Admira Canavarro e Ricardo Carvalho.
Passatempos: Ouve música, gosta de ir às compras e de estar com os amigos. Barcelona e Manchester Utd. são as equipas da Playstation.

Um líder não desiste

Nasceu na Suíça, como Nuno Reis, e dali saiu com meses para Espanha. Aos 6 anos chegou a Portugal e aos 7 aventurou-se no futebol, influenciado pela família. O pai, Aristides Mendes, jogara nos juniores do Sp. Braga, com Carlos Carvalhal, e o irmão, Marcos, representava o Real Massamá, de onde podia ter saído para o Estrela da Amadora, não fosse uma lesão no joelho. "Foi operado duas vezes e não voltou a ser o mesmo", lamenta. Do primeiro clube, Pedro Mendes guarda a memória da transferência para o Sporting, partilhada com... Nani e Marlon. "A proposta era para os três. O negócio foi feito ao mesmo tempo." Quando entrou na Academia, porém, pensou desistir. "No Real era capitão e sentia-me líder. Quando fui para o Sporting, já existiam outros. O respeito não era o mesmo. Então, senti-me menos valorizado." Os pais insistiram. Tanto como para que terminasse a escola (está no 12.º ano). "Abriram-me os olhos. Fizeram-me pensar se era mesmo aquilo que queria, e que era uma oportunidade que poucos tinham, que devia agarrá-la com unhas e dentes." O respeito conquistou-se "com o passar do tempo." Hoje Pedro Mendes é um dos capitães da equipa de juniores, e já foi convocado para 4 jogos dos seniores. Estreou-se no banco com o Barcelona. E aprendeu. "Ganha-se logo outra experiência, só em saber o que está à volta de um jogo assim." A camisola fica guardada. "Essa não a troco com ninguém", avisa. "No final da segunda fase do campeonato de juniores", o central prevê ter indicação quanto à eventualidade de fazer a pré-época. Antes quer "ser campeão" e ir ao Europeu Sub-19. Só então "sim, desfrutar e aproveitar a oportunidade", se ela surgir.

:arrow: QUEM É
Nome: ANDRÉ Renato Soares MARTINS.
Data de nascimento: 21-01-1990.
Naturalidade: Santa Maria da Feira.
Posição: Médio.
No Sporting desde: 2002/03.
Clubes anteriores: Argoncilhe e Feirense.
Situação contratual: Tem contrato válido até 2012 (assinou na época passada).
Empresário: Pini Zahavi.
Características: Joga como médio interior direito. Boa qualidade de passe, procura "ser inteligente".
Referências: João Moutinho "é exemplo". Fora, Xavi e Iniesta "são os preferidos".
Passatempos: Joga computador e cartas com os amigos, e não dispensa a sesta quando está mais cansado.

O futebol está com ele

Deixou duas disciplinas para trás, mas quer acabar o 12.º ano "para um dia tirar um curso e não ficar parado." O futebol, respira-o. Uma bola era sempre o "presente que mais gostava." "Sinceramente, acho que já nasceu comigo. Nunca ninguém me incentivou. Nem os meus pais fizeram força para que eu fosse jogar", conta André Martins. Assim que completou a idade, iniciou-se no clube da terra, o Argoncilhe, e daqui saiu para o Feirense. Embora não fosse propriamente adepto, "gostava mais do Benfica." "Agora sou totalmente sportinguista", sublinha. Mesmo quando a simpatia era outra, já havia razões para escolher a Academia. "O FC Porto e o Boavista estavam interessados, e o Benfica já veio tarde, mas decidi ir para o Sporting. Pela grandeza da formação e pelos jogadores que tinham saído de lá." Não tardou em tornar-se admirador de João Moutinho, "ainda ele não era sénior." Agora, dizem-lhe que é o sucessor do 28. "Gosto de ser comparado com ele mas quero mostrar-me pelo que sou e pelo que faço dentro de campo." Conselhos, porém, são bem-vindos. "Ajuda-nos muito. É sempre bom ouvir conselhos dele porque teve o mesmo percurso que nós", e "tão novo e já um símbolo do Sporting."

Sem rodeios, André Martins assume que gostaria "pelo menos ser chamado para fazer a pré-época." "E aí mostrar ao treinador que tenho valor e mereço a confiança dele", diz. "Este ano é um dos mais importantes para nós porque é o fim do ciclo da formação e o início do futebol sénior. Sinto que evoluí muito desde que cheguei ao Sporting, e continuo. Não depende só de mim. Mas estou há muito tempo a trabalhar para isso", acrescenta.

:arrow: QUEM É
Nome: RUI Pedro da Rocha FONTE.
Data de nascimento: 23-04-1990 (19 anos).
Naturalidade: Penafiel.
Posição: Avançado.
No Sporting desde: 1997/98.
Clubes anteriores: Sacavenense, Sporting, Arsenal, Crystal Palace.
Situação contratual: Tem contrato válido até 2011.
Empresário: Artur Fernandes.
Características: Movimentação, toque de bola, capacidade finalizadora.
Referências: Fernando Torres pelo "instinto finalizador".
Passatempos: Playstation, música e internet.

10 minutos de glória

Nunca foi residente da Academia, mas aos 19 anos já conhece os cantos à casa. É lá que tem vindo a treinar-se outra vez, desde que voltou da experiência em Inglaterra. Em 2006, quando saiu para o empréstimo ao Arsenal, com contrato assinado até 2011, já tinha estado no Sporting, dos 8 aos 16 anos. Antes jogara uma época no Sacavenense. "O Benfica também estava interessado. Mas o sr. Aurélio Pereira, que treinara o meu pai, e o mister Luís Dias já me tinham visto no Torneio Ibérico. Perguntaram-me se queria ir lá treinar, fui e correu tudo bem", recorda o terceiro Fonte formado em Alvalade, depois do pai, Artur, e do irmão, José. O regresso ao Sporting "já está decidido." "Sou jogador do Sporting, tenho de voltar. O clube terá de decidir o meu futuro. Fico à espera deles, mas o meu objectivo é ficar", reconhece. Ainda sem indicação para a pré-época ou conversas com Paulo Bento, Rui está disposto a conquistar o seu espaço. "Vou trabalhar para ter uma chance de convencer o mister e integrar-me lá."

A aposta em Inglaterra (Arsenal e Crystal Palace) compensou. "Cheguei com 16 anos e tive uma evolução diferente, noutro país e noutra mentalidade. Aprendi outros aspectos do futebol que talvez não tivesse aprendido em Portugal. Isso pode ajudar-me muito nesta fase", considera. Apesar das dificuldades iniciais, por estar longe da família e dos amigos, sem conhecer quem quer que fosse, "foram três anos muito positivos", de que ficaram amizades com Clichy ou Denilson, e a imagem de seriedade de Arsène Wenger. Isso e 1 jogo oficial, na Taça da Liga (Wigan, 3-0). "Entrei 10 minutos. Foram excelentes, visto que estavam 60 mil pessoas a ver o jogo. Era o que esperara todo aquele tempo."

Estrangeiros são nova realidade

O recrutamento do Sporting, como de outros clubes, alarga-se cada vez mais a países estrangeiros. A formação profissionaliza-se e os jovens portugueses aprendem a lidar com a nova realidade. "Temos de aceitar. Vêm fazer-nos concorrência, mas em Portugal também há valores em que se pode apostar. Por vezes ficam tapados por esses jogadores de fora", afirma Wilson Eduardo. Para André Martins, a lógica deverá ser a mesma dos plantéis profissionais. "Se forem mais-valias, tudo bem. Mas quantos mais estrangeiros forem contratados, mais espaço isso tira aos portugueses."

OPINIÕES SOBRE PAULO BENTO

"O ritmo de treino é muito intenso. Ajuda-nos a decidir mais rápido e isso torna-nos mais fortes."
Diogo Rosado

"Ele trabalha com uma equipa profissional, que tem outro tipo de exigência. É bom treinador."
Wilson Eduardo

"Foi muito interessante trabalhar com ele. Foi uma experiência nova."
Nuno Reis

"Analisa muito bem o adversário e consegue antecipar o jogo no treino. Todos sabem os princípios de trabalho."
Pedro Mendes

"Já passou pelos juniores. Sabe lidar com os jogadores jovens e tem apostado muito neles."
André Martins

"Pelo que eu ouço, é um treinador muito sério, grande amigo dos jogadores. Defende-os sempre acima de tudo"
Rui Fonte

Texto: Vítor Almeida Gonçalves
Fonte: www.academia-de-talentos.com, com artigo do Record

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 Assunto da Mensagem: JOVENS PROMESSAS
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Jovens Promessas: Rui Fonte.


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Rui Fonte (Sporting Clube de Portugal)


Há muito tempo que se ouve dizer nos corredores do futebol nacional que existe falta de pontas-de-lança capazes de marcar a diferença ao mais alto nível.

Os petardos de Eusébio já fazem parte de uma história longínqua, e Pauleta foi o último a ser verdadeiramente visto por estas bandas. Desde então, as dúvidas quanto a sucessores à altura corporalizam um boato que Rui Fonte pretende destronar.

Em 2006, protagonizou uma transferência que teve tanto de invulgar, como de intrigante, e teve o condão de despertar uma opinião generalizada entre os amantes do futebol: afinal Portugal é capaz de exportar goleadores para uma das mais exigentes escolas de avançados da Europa - Inglaterra.


O missionário inglês


Aos dezasseis anos, Rui Fonte deixou o Sporting C.P. para rumar a Londres. Depois de se ter sagrado campeão distrital e nacional de juvenis durante o seu primeiro ano de Juvenil, assinou um contrato de empréstimo, válido por três anos, com o Arsenal F.C.

O impacto no colosso inglês foi imediato, o que veio agudizar as expectativas quanto ao seu futuro promissor.

A Selecção Nacional foi uma vez mais a montra, tendo sido nos Sub-16 que Rui Fonte se assumiu como um dos melhores da sua geração. E tendo em conta a sensibilidade lusitana para lidar com o enigma do ponta-de-lança, a aposta inglesa veio reforçar a candidatura de Rui Fonte ao papel do tão ansiado goleador.

Apesar da radicalidade da mudança, o jovem avançado nem hesitou quando soube que o destino se chamava Arsenal. Ainda mal o avião tinha aterrado, já Rui Fonte se estreava a marcar pelos Sub-18 da formação inglesa.

Com uma forte passada, aliada à técnica e à velocidade de execução, Rui Fonte entrou em cena ao ritmo do seu futebol: nos primeiros quatro jogos pelos gunners, alinhou 300 minutos em 360 possíveis, tendo apontado três golos nos últimos dois encontros.

O salto para a equipa de reservas foi a consequência lógica, o que lhe permitiu actuar ao lado de jogadores como Jeremy Aliadiere, Gael Clichy, Philippe Senderos e Manuel Almunia.

Com o tempo, Rui Fonte conquistou um lugar de destaque na equipa de reservas dos londrinos, tendo mesmo apontado dois golos na época transacta.

Arsène Wenger mostrou o porquê da aposta no jovem luso, ao chama-lo aos treinos da equipa principal, logo após os quinze minutos de estreia na equipa secundária. As impressões positivas junto de um dos mais respeitados técnicos mundiais valeram-lhe o convívio junto de um ilustre avançado: Thierry Henry.

Chegou mesmo a estrear-se na equipa principal do Arsenal, tendo actuado onze minutos no encontro da Taça da Liga, frente ao Wigan.

Mas foi no Crystal Palace que encontrou mais espaço para jogar o seu futebol, equipa à qual foi emprestado em Janeiro. Admirado pelos ingleses, que o classificam como um avançado de grande classe, Rui Fonte viu o seu contrato de empréstimo ser prolongado até ao final da época. O experiente Neil Warnock não foi indiferente às qualidades do jovem português, constituindo-o como uma opção válida para o que restava da época.


Na senda dos grandes pontas-de-lança


A má prestação do Palace no Championship (equivalente à Liga de Honra) não abonou a seu favor. Por conseguinte, foi de quinas ao peito que o ponta-de-lança confirmou todo o seu valor. Mais uma vez, queimou as etapas a um ritmo impressionante, ao chegar a ser opção para Rui Caçador nos Sub-21: um jogo, um golo, que levou de vencida a Selecção da Madeira, num torneio quadrangular que contou com as participações da selecção de Cabo Verde e da Finlândia.

O sonho de representar a Selecção no próximo Europeu de Sub-19 esvaneceu-se na passada Sexta-feira, após a pesada derrota por 4-0 frente à congénere da Turquia.

Depois de um início promissor, Rui Fonte ficou em branco e Portugal disse adeus ao Campeonato da Europa da categoria, a disputar este ano. Para trás, ficou o golo apontado na vitória por 3-0 frente à Dinamarca, e o tento solitário que valeu os três pontos frente à Grécia.

Com mais de quarenta internacionalizações pelos escalões jovens de Portugal, Rui Fonte prepara-se para regressar ao clube que o lançou. O empréstimo de três anos termina no final desta temporada, e o regresso a Alvalade é uma realidade: o Arsenal teria que accionar a cláusula de opção, cifrada em 7 milhões de euros.


O tesouro de Alcochete


A separação dos irmãos Fonte (José é defesa-central do Crystal Palace) parece conduzir Rui para o Sporting, sendo o empréstimo uma das possibilidades.

Os leões garantiram assim a permanência do avançado de 19 anos, por mais duas temporadas, cláusula prevista em caso de não permanência em Londres.

Curiosamente, "El Nino" é a alcunha que trouxe de Inglaterra e partilha com um dos mais reputados avançados do futebol actual: Fernando Torres, seu ídolo e referência incontornável no que toca a eleger o melhor na sua posição.

A época que se avizinha promete ser rica em acontecimentos para o ponta-de-lança lisboeta. A experiência em Inglaterra reputou-o como um dos jogadores mais promissores do futebol português, concentrando os olhares daqueles que tanto anseiam pela chegada de um verdadeiro matador à Selecção Nacional.

Na memória, fica o momento em que Aurélio Pereira o foi buscar ao S.G. Sacavenense, mal tinha terminado a sua primeira época no futebol. Um matrimónio feliz, que valeu cinco títulos: Escolas, Infantis, um campeonato nacional de Iniciados, um distrital e um nacional de Juvenis.

Aos 19 anos, Rui Fonte volta a sonhar de verde-e-branco, na esperança de manter vivo um nome de família que já se habitou aos grandes palcos (para além de José Fonte, que actua no Crystal Palace, o seu pai, Artur Fonte, brilhou ao serviço do Vitória de Setúbal).

O futebol português agradece, e aclama com curiosidade os dotes de goleador do pupilo de Wenger.

Nome: Rui Pedro da Costa Fonte.

Data de Nascimento: 23/04/1990.

Nacionalidade: Portuguesa.

Altura: 1,83m.

Peso: 75kg.

Posição: Ponta-de-Lança.

Clube: Sporting Clube de Portugal



Texto: Nuno Rocha.
Imagem: Academia de Talentos.

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"EXISTEM 3 ESPÉCIES DE HOMENS:
OS VIVOS
OS MORTOS
E OS QUE ANDAM NO MAR...
OS FUZILEIROS."

FUZILEIRO UMA VEZ, FUZILEIRO PARA SEMPRE... :wink: !!!


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Editado pela última vez por raul baresi em 04 Jul 2010, 13:40, num total de 1 vez.

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 Assunto da Mensagem: Jovens Promessas: Frédéric Maciel
MensagemEnviado: 16 Jul 2009, 18:43 
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Jovens Promessas: Frédéric Maciel


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Frédéric Maciel (Sporting Clube de Portugal)


A conversa entre a Academia de Talentos (AdT) e Frédéric Maciel aconteceu no final do mês de Dezembro do ano passado. No Algarve, durante a realização da primeira edição do Torneio Taça Cidade dos Campeões, que decorreu no Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António, o jovem extremo dos iniciados do Sporting abriu o coração à AdT. Apesar dos seus 14 anos - entretanto, dia 15 de Março, celebrou o 15º aniversário -, Frédéric mostrou ter grande maturidade diante do microfone. Maturidade essa que também mostra dentro das quatro linhas.

Vamos por partes. Na altura em que a entrevista teve lugar, o Sporting era visto como a equipa mais forte do momento, o que o provou no próprio torneio, já que terminou no primeiro lugar batendo na final o Benfica. Dizia-se, aliás, que a equipa de iniciados dos leões era uma das melhores de sempre do clube, dada a qualidade técnica dos seus jogadores. O plantel rodava, mas o Sporting mantinha um onze invejável e muito forte.

Agora, passado mais de meio ano, sabemos que o Benfica levou a melhor sobre o rival da Segunda Circular e sagrou-se campeão nacional. O que não significa que o plantel leonino não seja de facto muito poderoso. Frédéric Maciel é apenas mais um dos jovens jogadores que obrigou o treinador Luís Gonçalves a ter dores de cabeça, a fazer escolhas de uns em detrimento de outros. Para não variar, e como tem vindo sendo hábito na Academia de Alcochete, os extremos parecem nascer aos molhos no clube de Alvalade. Se há coisa que não falta nos vários escalões de formação do Sporting é médios-ofensivos com qualidade.

Os primeiros passos

A aventura de Frédéric no futebol começou cedo, aos sete anos. Apesar de ter nascido em Grenoble, em França - como demonstra o próprio nome do jovem jogador -, foi em Portugal que deu os primeiros passos. "O meu primeiro clube foi o Esposende. Nasci em França e vim para cá com sete anos.

A minha paixão sempre foi o futebol, até porque o meu pai também jogava. Então comecei a jogar lá no Esposende, porque vivia lá numa aldeia perto",
começa por explicar, lembrando que fez vários anos de escolinhas no clube. Antes, recorda, apenas tinha jogado "num clubezinho de Grenoble". "Os meus pais são portugueses, mas nós viemos para cá mais porque eu e as minhas irmãs queríamos vir para Portugal. Também foi uma escolha nossa", revela.

O salto para um clube maior deu-se quando Frédéric era infantil. "Chamaram-me para ir para o Varzim e fui, estive lá dois anos. Eles viram-me a jogar e quiseram levar-me. Mas também houve um bocado a influência do meu primo, que jogava nos seniores do Varzim. Fui lá fazer um treino de captação e disseram logo para ficar", explica o jovem extremo. "No Varzim joguei os jogos todos a titular nas duas épocas", acrescenta.

Antes de chegar ao Sporting, Frédéric teve uma passagem pelo Sp. Braga, quando era iniciado de primeiro ano. Só depois, quando estava no segundo ano, se mudou para a Academia de Alcochete. "Estive um ano no Sp. Braga. Fiz o primeiro ano de iniciado, eles viram-me e fui lá fazer captações uma semana, depois acabei por ficar. Só fiz uma época no Sp. Braga, aliás, nem uma, porque vim para o Sporting a 31 de Março do ano passado [2008]", recorda o jovem jogador, adiantando que também foi sempre titular ao serviço dos bracarenses.

Até que finalmente chegou o sonho de jogar no Sporting. "É um clube grande e tem outras condições. Está a ser uma experiência nova e estou num dos melhores clubes em que posso estar: têm saído daqui muitos craques, por isso há muita motivação", diz, de sorriso estampado na cara.

A evolução e as saudades da família

Apesar de ter apenas 15 anos, podemos afirmar que o jovem currículo de Frédéric está já bem composto, um facto que deixa o jovem leão satisfeito: "O que gostei mais é que fui sempre evoluindo de clube para clube, fui sempre para um melhor". Uma evolução que também se comprova dentro de campo, com o facto de ter mudado de posição com o passar dos anos.

"No Esposende jogava a defesa, depois fui para o Varzim e comecei a jogar a médio e no segundo ano já era extremo, posição que tenho até hoje. Fui evoluindo na velocidade e na técnica e as minhas qualidades passaram a ser mais de um extremo. Antes era mais um jogador mais de garra, por isso era defesa, mas depois desenvolvi a técnica e a velocidade e passei a ser extremo. É nesta posição que me sinto melhor", confessa.

Com a vinda para o Sporting, Frédéric Maciel mudou completamente a sua vida. Porquê? Desde logo porque passou a viver na Academia de Alcochete. O mais complicado, assegura, é lidar com as saudades: "Custa sempre muito viver longe dos pais, da família. De vez em quando ficamos muito tempo sem ir a casa, mas os meus pais costumam vir cá ver os jogos e estão um bocadinho comigo, é uma forma de matar um pouco as saudades. Mas é muito diferente, porque estávamos habituados a estar todos os dias com eles, por isso muda tudo. Mas ao mesmo tempo é bom estar na Academia. É como uma família, damo-nos todos bem. Quando estamos mal há sempre alguém que ajuda, ou um colega ou as psicólogas", desabafa.

A equipa do Sporting de iniciados A era considerada por muitos como uma das melhores dos últimos anos. O facto de na altura (Dezembro) os leões ainda não terem perdido qualquer jogo alimentava ainda mais este pensamento. "Somos muito unidos, treinamos muito em conjunto, somos fortes e o nosso plantel tem muita qualidade. Acreditamos todos que podemos ser campeões nacionais [o que acabou por não acontecer]", refere o extremo dos leões.

A escola e o ídolo... Cristiano Ronaldo

Quando questionado sobre se era bom aluno, o jovem extremo do Sporting responde de forma clara: "Estou no nono ano e nunca chumbei". Sobre o futuro, e caso a carreira de futebolista não se concretize, Frédéric já tem planos. Como seria de esperar, o desporto, e mais concretamente o futebol, fazem parte desses mesmos plano. "Tudo o que seja relacionado com futebol: treinador, preparador físico, professor de educação física... Tem é de estar relacionado com futebol ou com o desporto. Gosto muito de desporto", adianta.

O ídolo, esse, é fácil de saber quem é! Afinal de contas quem não gosta de ver Cristiano Ronaldo jogar? "Todos gostam dele... Mas também gosto do Ibrahimovic [avançado sueco do Inter de Milão], da maneira dele jogar. É muito inteligente. O Ronaldo é mais a velocidade e a finta, o Ibrahimovic é mais a inteligência e a técnica. Imagino-me mais como o Ronaldo, por causa da velocidade", frisa.

Por falar em Cristiano Ronaldo, o Sporting tem grande tradição em formar extremos. Algo que deixa Frédéric extremamente satisfeito, porque, diz, está no clube certo para desenvolver as suas capacidades. "Sim, espero bem que sim. Era bom que fosse o próximo a sair daqui a uns tempos (risos) ... Estou a trabalhar e acho que tenho potencial e valor para isso", admite.

Sonho de representar Portugal

Quando questionado sobre se o seu sonho é ser profissional de futebol, o jovem leão não hesita em responder com um esclarecedor "claro". Entre risos reconhece que o seu "próximo objectivo é chegar à selecção", mas lembra que é importante dar "um passo de cada vez". "Também ajuda estar no Sporting para ir à selecção", salienta.

Quando questionado sobre se já tinha alguma internacionalização, Frédéric responde que apenas já foi seleccionado para a selecção de Braga, quando representava os arsenalistas. "À Selecção Nacional ainda não fui porque também não fui ao torneio da Pontinha. Estava a jogar na selecção de Braga e como mudei para o Sporting a meio do terceiro período não podia jogar na selecção de Lisboa, porque não era jogador do Sporting. Por isso não pude participar no Torneio Lopes da Silva [de 2008]", explica.

E de futuro, será que Frédéric Maciel, por ter nascido em França, vai querer representar Portugal. A sua resposta é convincente: "A minha vontade é sem dúvida representar a selecção portuguesa, não me passa pela cabeça jogar por França."


Ficha técnica:

Nome: Frédéric Ferreira Maciel.
Clube: Sporting Clube de Portugal.
Posição: Médio/extremo.
Data de nascimento: 15-03-1994 (15 anos).
Nacionalidade: Francesa.
Altura: 1,70 metros.
Peso: 65 kg.

Texto: Frederico Gerardo.
Imagem: Academia de Talentos

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Editado pela última vez por raul baresi em 04 Jul 2010, 13:41, num total de 1 vez.

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