Voltou o patrão Polga RAFAEL TOUCEDO
Rui Patrício 6 Espectador muito atento, resolveu com segurança os poucos lances nos quais teve de intervir, como as defesas aos 23' e 83' ou a saída aos 66'.
João Pereira 6 A responsabilidade de envergar a braçadeira trouxe a calma - pelo menos por enquanto... - ao impulsivo lateral ofensivo, mas as ganas mantêm-se e ele continua a dar o litro, agora mais focado no jogo que nas discussões. A qualidade exibicional também se mantém, embora, ontem, só na segunda parte ele se tenha libertado em termos ofensivos.
Rodriguez 5 Um par de desatenções complicaram o seu jogo, sobretudo quando foi ultrapassado por um rival à entrada da área e teve de correr nas costas deste, quase provocando, de forma desesperada, uma grande penalidade (78').
Evaldo 4 Não conseguiu entender-se bem com Djaló na esquerda, pelo que quase nunca foi um "comboio" a subir pelo flanco, como Domingos gosta. Defensivamente, também deixou a desejar.
Rinaudo 6 Com a pressão alta da dupla André Santos-Schaars, acabou por dar mais nas vistas quando subiu para fazer a diferença do que na sua arte, a da recuperação defensiva. E neste capítulo, como se viu aos 11' (caiu a roubar a bola e serpenteou pelos adversários até a entregar a Postiga), mesmo quando se desequilibra não perde a noção da bola e do espaço, nem que tenha de gatinhar para se levantar e seguir a jogada. Arriscou, aos 84', o segundo amarelo...
Schaars 5 Jogo muito táctico e com pouca posse de bola. Mesmo assim, teve intervenção atacante importante e que podia ter tido melhor sequência dos colegas, como nos lances por ele criados aos 10' e aos 31'.
André Santos 5 Voltou a surgir em terrenos mais adiantados do que aqueles que pisou na época passada para contrariar a primeira fase de construção do adversário, tarefa que cumpriu com sucesso. Antes de sair, ainda assustou o guarda-redes Jesper Hansen, com remate frontal aos 51'.
Jeffrén 6 Esteve limitado fisicamente, o que acabou por levar à substituição ao intervalo. Contudo, foi mesmo o jogador mais perigoso do Sporting em todo o jogo! Cheirou o golo aos 31' e aos 36' com remates com... pé esquerdo e pé direito, respectivamente. Deu profundidade na ala direita e empurrou os dinamarqueses para a defesa.
Djaló 4 Muito tempo em campo para o que produziu. Até fez o primeiro remate do Sporting, aos 8', mas só voltou a estar em evidência aos 88', com novo remate... torto.
Postiga 5 Perdulário, desperdiçou a mais perigosa jogada leonina: aos 51' isolou-se e em vez de oferecer o golo a André Santos, que o acompanhava em posição privilegiada para marcar, rematou ao lado. Fez mais um par de remates com o mesmo destino.
Izmailov 4 Entrou bem, mas foi fogo-de-vista.
Matías Fernández 4 Entrou para dar magia na construção na zona central, mas tinha poucos colegas já na frente.
Diego Rubio 4 Sofreu logo três faltas não assinaladas e acabou algo queixoso. Muito sozinho na frente.
Polga 7
Confiante vale por dois Parece renascido, devolvendo a Domingos a confiança que este nele depositou com grande entrega em campo e acerto nos tempos de corte e nas marcações. Apenas uma escorregadela, aos 23', a criar lance perigoso a favor dos dinamarqueses, não manchou a sua actuação, sobretudo pela influência decisiva ao manter o nulo na segunda parte. O velho Polga, campeão do mundo pelo Brasil e reforço sonante em 2003, está de volta. E mais experiente.
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