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Torneio Internacional da Pontinha - 1ª Fase - Grupo B
Manchester City FC 1-0 Sporting CP
CRÓNICA:
Mesmo que desapontados por não terem logrado o acesso às fases decisivas da prova, um duelo entre Manchester City e Sporting indicia um duelo de largo interesse entre dois conjuntos ambiciosos que disputaram palmo a palmo com os apurados para as meias-finais esse mesmo título, acabando por não ter a sorte ambicionada. Assim, numa partida solarenga disputada já perto da hora do almoço colocava-se uma partida de consolo para os dois conjuntos.
O 5º lugar tornava-se assim objectivo principal para um confronto anglo-saxónico entre o representante inglês deste Torneio Internacional da Pontinha, o milionário Manchester City, cujas preocupações com o futuro têm levado a uma forte aposta na formação, e o Sporting, uma referência do futebol jovem nacional que procurava atingir a melhor classificação que esta prova lhe poderia proporcionar.
Emblema 'citizen' apostava num 'british' 4x1x4x1
A própria estratégia do City apontava claramente para o facto de que se estava perante um adversário inglês, apresentando-se uma abordagem à partida que indicava que a firmeza e a forte colocação em campo se sobreporiam à espectacularidade, actuando num 4x1x4x1 no qual pontificava um quarteto defensivo composto pela possante dupla de centrais composta por Gideon Adu-Peprah e Marcus Wood, acopanhados pelos laterais Isaac Buckley-Ricketts, pela direita, e Jacob Davenport pela esquerda.
Num meio-campo composto por cinco elementos, as posições mais recuadas eram ocupadas por William Patching, actuando num quarteto mais adiantado Lukas Nmecha, pela direita, uma dupla de médios centro composta por Mason Duffy e Jake Dnwoody, ao passo quer Deri Corle se colocava no lado esquerdo, enquanto Joshua Broadley se posicionava como homem mais adiantado.
Sporting no seu esquema predilecto
O Sporting não surpreendeu, apostando no seu habitual 4x3x3 assente numa intermediária na qual Moreto Cassamá era o elemento mais recuado, iniciando a construção de futebol ofensivo juntamente com os seus companheiros mais adiantados Hélder Almeida e Pedro Ferreira, que procuravam criar proximidade para com o trio ofensivo formado por Nassur Bacem, colocado no lado direito, André Franco, colocado na esquerda, juntamente com o ponta-de-lança Luís Esteves.
Na defesa, os leões apresentavam um quarteto composto por Ricardo Maia na lateral direita, uma dupla de centrais formada por Gonçalo Vieira e João Simões, completando o grupo com o lateral esquerdo Leonardo Almeida 'Leo' sobre a esquerda.
1ª Parte: Futebol de pouco risco, com poucas oportunidades de golo
A partida iniciava-se sobre um parâmetro demasiadamente táctico, encontrando-se num futebol de pouco rasgo um Sporting ligeiramente mais atacante. Contudo, os leões tardavam em mostrar-se perigosos face ao completo encaixe entre os respectivos conjuntos, o que não permitia a criação de espaços e as consequentes libertações dos atacantes de forma a conseguirem obter situações de remate, o que se comprova pelo facto de a primeira ocasião de algum perigo ter surgido apenas aos 19 minutos.
Foi o Sporting a chegar pela primeira vez com alguma proximidade do golo, tendo Tiago Dias estado próximo de desviar em resposta a um canto cobrado pela direita, tendo errado por pouco o alvo, tendo a última ocasião da primeira metade sido criada pelo mesmo autor, que aos 23 minutos se encarregava da cobrança de um livre directo, tendo atirado por cima da baliza de Daniel Grimshaw, que não mais seria incomodado até ao descanso.
2ª Parte: Futebol não se desenvolveu, mas um pontapé de ressaca produziu a alegria inglesa
O Sporting voltava a iniciar melhor a partida, tentando aumentar o nível do futebol, o que lhe poderia garantir uma situação de vantagem, tendo Moreto Cassamá tentado aferir as competências na meia distância, atirando sem problemas para Daniel Grimshaw, que era protegido por uma estrutura rígida que tirava emotividade à partida, trazendo uma imposição física bem conhecida no futebol britânico, assim controlando o encontro.
O controlo do City era ainda reforçado com a obtenção de um golo aos 31 minutos, que surge a partir de um livre indirecto descaído para a direita apontado por William Patching, tendo a bola sobrevoado a área sportingista numa sucessão de tentativas para aliviar, acabando o esférico por proporcionar um remate de ressaca de Ramal Palmer, que surpreendeu Tiago Gameiro com um remate que ainda embate na trave antes de se anichar nas redes leoninas.
Em desvantagem, o Sporting procurou organizar-se, esbarrando sempre na estabilidade e desenvoltura táctica dos 'sky blues', que chegavam a um estado de conforto que permitia um futebol de gestão e organização que poderia ter trazido o segundo golo num remate de Devante Hyman quatro minutos após o golo, tendo atirado junto ao poste esquerdo.
Desta forma, o esforço do Sporting em pressionar junto à área inglesa tornava-se difícil, apenas conseguindo em algumas ocasiões chegar ao remate a partir de posições afastadas, enquanto o City mantinha o seu futebol 'certinho', sem lugar a rupturas ou erros, que se traduzia amiúde em remates, como um disparo efectuado ao lado por parte de Mason Duffy, que ao não apontar o golo da tranquilidade ainda teria de passar por um susto, juntamente com toda a equipa.
O referido susto surgiria a 5 minutos do final do encontro, quando os leões estiveram bem próximos de empatar num bom movimento de Nassur Bacem, que após ter ganho espaço rematou de forma violenta em direcção ao poste esquerdo da baliza 'citizen', que após esse lance foi defendida pelo City sem grandes sobressaltos, tendo assim o clube de Manchester conquistado a 5ª posição do Torneio.
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