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Torneio Internacional da Pontinha - 1ª Fase - Grupo B
SL Benfica 3-0 Sporting CP
CRÓNICA
Num derby a contar para a primeira jornada do Grupo B do Torneio Internacional da Pontinha, o Benfica venceu o Sporting por três bolas a zero, num jogo em que os encarnados souberam aproveitar os deslizes defensivos dos verde-e-brancos para construir um resultado surpreendentemente folgado.
De facto, num jogo pautado por um apenas ligeiro ascendente do Benfica, foram os erros crassos da defensiva leonina que acabaram por fazer a diferença, pois, na verdade, os dois primeiros golos dos encarnados apontados por Ricardo Araújo e por David Vieira foram praticamente oferecidos pelo sector recuado verde-e-branco.
Depois, a vencerem por duas bolas a zero, os encarnados souberam gerir os ritmos do desafio, fazendo-o escoar até final sem problemas de maior e ainda com tempo para voltarem a marcar por intermédio de Ricardo Mangas.
Com este resultado, e tendo em conta a previsível fragilidade do Andorinha (foi goleado pelo Real Madrid), é previsível que o Benfica dispute o apuramento para a final, amanhã, às 16 horas, diante da equipa merengue.
Duas equipas em 4x3x3 mas com nuances no trio do meio-campo
Ambas os conjuntos apresentaram-se em campo escalados em 4x3x3, ainda que o Sporting usasse um trio de meio-campo com um elemento mais recuado e dois mais avançados, enquanto o Benfica, ao invés, apresentava dois elementos mais recuados, deixando as despesas mais ofensivas unicamente a Madiu Bari.
Assim sendo, do lado encarnado, a equipa surgiu com Fábio Duarte na baliza; um quarteto defensivo com Pedro Pereira (lateral direito), Ricardo Mangas (lateral esquerdo) e a dupla de centrais: Jorge Pereira e Rúben Pereira.
Depois, no meio-campo, Diogo Mendes e Matheus Clemente formavam o duplo-pivot defensivo, enquanto Madiu Bari era o 'dez'; e, por fim, no ataque, Ronaldo Nam era o extremo direito, Filipe Marques o extremo esquerdo e Ricardo Araújo funcionava como ponta-de-lança.
Por outro lado, a equipa leonina surgiu com Tiago Gameiro na baliza; um quarteto defensivo composto por Ricardo Maia (lateral direito), André Severino (lateral esquerdo) e a dupla de centrais: Gonçalo Vieira e João Simões.
Depois, no meio-campo, Moreto Cassamá era o elemento mais recuado, enquanto André Franco e Leonardo Almeida apoiavam mais de perto o ponta-de-lança; e, por fim, no ataque, Hélder Almeida era o extremo-direito, Tiago Dias o extremo-esquerdo e Hugo Farinha surgia como ponta-de-lança.
Duas ofertas, dois golos
A primeira metade foi equilibrada, com ambas as equipas a demonstrarem inteligência na ocupação dos espaços e a encaixarem bem uma na outra, não se prevendo que se registassem muitas oportunidades de golo.
De facto, as primeiras ocasiões de cada uma das equipas: cabeceamento de Matheus Clemente (5 min.); e um remate de Tiago Dias, no minuto seguinte, às malhas da baliza encarnada, foram oportunidades bastante tímidas e que pouco perigo trouxeram.
Contudo, aos sete minutos, quando ninguém o esperava, surgiu o golo encarnado e, diga-se, de forma caricata. Na sequência de um atraso de um defesa leonino, Tiago Gameiro abordou mal o lance e deixou a bola escapar-lhe na direcção da baliza.
Depois, ainda tentou correr atrás do esférico para atirar para fora e, assim, remediar a falha, todavia, Ricardo Araújo foi mais rápido e esticou-se todo para enviar a bola para o fundo das redes, colocando as águias a vencer por uma bola a zero.
Apesar da alteração no marcador, o cariz do jogo não se alterou, com ambas as equipas a terem muita dificuldade em criarem desequilíbrios na outra, e com o jogo a disputar-se muito a meio-campo, ainda que os encarnados tivessem um ligeiríssimo ascendente territorial.
Assim sendo, era previsível que apenas novo erro grave de qualquer uma das defesas pudesse resultar em novo golo e, na verdade, assim foi. Aos 15 minutos, Gonçalo Vieira falhou um corte que não podia falhar e deixou a bola à mercê de David Vieira que, com grande sentido de oportunidade, bateu o guarda-redes verde-e-branco e colocou o Benfica a vencer por 2-0.
Na verdade, o segundo golo dos encarnados acabou por ser o último momento de emoção na primeira metade, pois, até ao intervalo, pouco ou nada se passou de interessante no terreno de jogo, esperando-se que houvessem alterações ao cariz do desafio nos segundos vinte cinco minutos.
Golo de Ricardo Mangas acabou com as dúvidas
No início da segunda parte, esperava-se que o Sporting protagonizasse uma natural reacção à desvantagem e, de facto, nos primeiros minutos, assistiu-se a uma vontade dos jovens leões em tentarem jogar mais próximo das imediações da baliza encarnada.
Contudo, quando ainda procuravam a melhor maneira de furar um quarteto defensivo encarnado que esteve sempre impecável durante todo o jogo, os leões haveriam de ser surpreendidos pela terceira vez, desta feita no seguimento de um lance de bola parada. Aos 32 minutos, na sequência de um livre do lado direito do ataque encarnado, a bola foi enviada para a área de rigor, um defesa leonino cortou para a frente e, em posição frontal, Ricardo Mangas não perdoou, fazendo o 3-0.
Apesar de ainda faltarem dezoito minutos para o final do desafio, todos os presentes perceberam que todas as dúvidas quanto ao vencedor tinham terminado naquele momento, sendo que o restante tempo do jogo, serviu apenas para alguns bons pormenores deste ou daquele jogador e para alguns remates inofensivos de parte a parte.
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