Onyewu fez por ser herói RAFAEL TOUCEDO
Marcelo 6 Sentiu na pele as fragilidades do colectivo à sua frente. Nos dois golos, não teve chances, já que os adversários lhe apareceram isolados e só tiveram de escolher o lado, mas teve algumas intervenções de registo. Aos 24' defendeu com segurança um remate rasteiro, aos 25' fez a mancha e, apesar de ser ultrapassado, conseguiu encurtar o ângulo ao rival, ajudando a evitar o golo; perto do final defendeu com os punhos um remate forte.
Pereirinha 4 Entrada desconcentrada em campo, com perdas de bola perigosas e subidas pelo flanco extemporâneas a marcarem negativamente a sua exibição. Foi melhorando, chegou a brilhar em jogada individual (23') a servir Rubio para a finalização, mas voltou a revelar debilidades na marcação no segundo golo da Lázio, deixando fugir Sculli em diagonal rumo à baliza de Marcelo.
Ilori 4 A idade não perdoa, e Ilori provou que ainda tem um longo caminho a percorrer. Entrou sem medo do confronto físico, mas exagerou a tentar ganhar os lances de forma limpa e com a bola controlada, prejudicando a eficiência dos cortes. Em dois desses lances (15' e 25'), a bola sobrou para adversários e o perigo rondou a área leonina. No golo inaugural da Lázio, a sua ausência na primeira linha à frente do guarda-redes (subiu cedo de mais no terreno julgando recuperada a bola) foi crucial - pela negativa.
Evaldo 5 Dinamizou o lado esquerdo, mostrando-se decidido a subir para desequilibrar em acções ofensivas. Contudo, a aposta e insistência nos cruzamentos foi errada, já que não havia a referência Van Wolfswinkel na área e se exigia outro tipo de abordagem.
André Santos 5 Algo lento nas transições ofensivas, nas defensivas tentou pressionar de forma agressiva, mas sem continuidade por parte dos colegas. Na segunda parte apareceu mais adiantado, a tentar o remate, sem sucesso.
Schaars 4 Os passes inteligentes e o futebol simples não funcionam sem boas movimentações à sua frente. A sua influência foi reduzida pela pouca acção colectiva da equipa. É indiscutível, mas não estava a funcionar e Domingos tirou-o aos 70', aproveitando para lhe dar um pouco de descanso.
André Martins 4 Não conseguiu agarrar o jogo e assumir o papel de organizador. Destaque para uma abertura perigosa para Carrillo, aos 13 minutos. Foi descendo de produção até desaparecer completamente do jogo.
Carrillo 5 Deambulou pelos dois flancos do ataque, protagonizando algumas jogadas criativas, embora sem chegar a ser realmente perigoso para o rival. Exagerou nos dribles e teve dificuldades em ler o jogo sem bola, o que o fez estar poucas vezes em jogo. Tentou finalizar de cabeça e com os pés, mas sempre de forma forçada e em desespero, sem se conseguir aproximar da área da Lázio. No primeiro golo sofrido, é o jogador mais próximo do marcador, Kozak, mas estava em inferioridade numérica numa jogada defensiva a que não está habituado.
Diego Rubio 4 Lutou, correu e deu tudo, mas só teve mesmo uma oportunidade de marcar: aos 23', servido por Pereirinha, rematou ao lado. Saiu, cansado, aos 65 minutos.
Bojinov 6 Ia marcando no regresso a Itália, em livre directo apontado com o pé esquerdo no qual forçou Bizzarri à defesa da noite (88'). Tentou impor e transmitir a sua experiência aos colegas a segurar a posse de bola sem correrias loucas, a procurar espaços para combinações e subidas organizadas para o ataque, mas foi traído pela juventude e inexperiência da própria equipa. Aos 48' testara Bizzarri com um remate traiçoeiro que o guardião desviou para canto.
Insúa 5 A sua entrada deu mais força e intensidade à ala esquerda, mas não havia muito a fazer...
Carriço 5 Entrou para o miolo e acabou no eixo da defesa. Sem influência.
João Mário 5 Estreou-se em jogos oficiais pelo Sporting e em poucos minutos provou que será certamente aposta no futuro. Não acusou o momento e jogou com tranquilidade, sem se intimidar.
Onyewu 7
Gigante americano precisava de outros bombeiros iguais a ele Gooch foi uma autêntica torre de controlo na defesa do Sporting, um pronto-socorro que se fartou de acorrer em auxílio dos colegas, mas que não tem o dom da ubiquidade... Numa equipa remendada, devido à intenção de gerir a utilização de alguns jogadores da primeira linha, o central sobressaiu com intercepções decisivas e foi evitando o que parecia mais que provável: o golo da Lázio. Imperial quer pelo ar quer pelo chão, travou jogadas perigosas aos 15', 20' e 25', mas não podia fazer nada nos dois golos sofridos. No primeiro, marca um adversário ao primeiro poste (Ilori sobe fora de tempo e deixa o segundo desguarnecido); no segundo, está atento à evolução da jogada da Lázio no lado esquerdo e vê como Pereirinha deixa escapar Sculli nas suas costas...
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