Matías Fernández a fazer de Elias JEAN-PAUL LARES
Matías Fernández vai ser a aposta de Domingos Paciência para o meio-campo leonino na partida com o Vaslui, actuando perto de Schaars e à frente de Rinaudo, como um dos vértices do triângulo do sector intermédio do 4x3x3, lugar habitualmente ocupado por Elias. Ora, perante a indisponibilidade do internacional brasileiro - não pode jogar na Liga Europa, pois já alinhou nesta edição da prova com a camisola do Atlético de Madrid -, El Crá assume espaço de relevo na equipa, podendo, nesta competição, recuperar algum do espaço e influência perdidos pela disponibilidade física intermitente que o afectou desde o início da temporada.
Tido como peça importante na estratégia a adoptar para o novo Sporting, Matías foi "prejudicado" pela adopção do 4x3x3, com um trinco e dois médios mais adiantados, já que, neste sistema, não há espaço para um verdadeiro camisola 10: ambos os médios-ofensivos têm responsabilidade elevada na manobra defensiva. A contratação de Elias também ofuscou a estrela de Matías Fernández, razão pela qual os jogos da Liga Europa representam uma ocasião única para as aspirações individuais do internacional chileno.
Amanhã, jogando de início, será titular pela segunda vez consecutiva (entrou no onze para o jogo com o Famalicão, para a Taça de Portugal), algo que não sucede desde a época passada. Esta época, foi titular em apenas dois encontros.
Acabou com 13 seguidas A utilização regular é essencial ao bom rendimento de qualquer jogador, mas torna-se um factor ainda mais importante na forma de Matías Fernández. Na época passada, viveu o seu melhor período de leão ao peito numa série de 13 partidas seguidas na condição de titular. El Crá encantou as bancadas, justificou a aposta na sua contratação e tornou-se indiscutível... até ao defeso.
Ilori pode passar Carriço e Beto Tiago Ilori é a escolha de Domingos Paciência para servir de alternativa no eixo da defesa, caso Onyewu, Polga e/ou Carriço não consigam recuperar dos problemas físicos que enfrentam desde o passado fim-de-semana, como O JOGO deu conta. Apesar de não ser líquido que Ilori venha, sequer, a ser convocado, está aberta uma janela de oportunidade para a estreia entre os seniores, e logo num jogo das competições europeias. Carriço estreou-se com 20 anos e, para encontrarmos outro defesa-central com estreia precoce nos palcos da UEFA, é necessário recuar até... Beto. O actual responsável das relações externas do clube tinha 20 anos quando jogou pela primeira vez na Europa.
Ilori tem apenas 18 anos, é ainda mais jovem do que eram Beto ou Carriço quando se estrearam. Habitual titular dos sub-19, não viajou para a Alemanha com a equipa orientada por Sá Pinto para poder trabalhar com o plantel principal, em vésperas do jogo europeu.
28 mil para Vaslui Os responsáveis leoninos esperam uma boa casa para a recepção ao Vaslui, na terceira jornada da fase de grupos da Liga Europa. Ontem, a 48 horas do apito inicial, estavam já vendidos cerca de 28 mil ingressos, número que poderá ainda aumentar até ao início do desafio agendado para amanhã.
Apesar da equipa romena ser pouco conhecida no plano internacional, os sócios e adeptos do emblema verde e branco têm respondido afirmativamente aos apelos da Direcção, rumando ao estádio para apoiar a equipa neste ciclo positivo. Diante do Vaslui, o Sporting pode somar o oitavo triunfo consecutivo, em todas as provas.
Gladstone estudou Wolfswinkel pela internet Gladstone, central do Vaslui que representou o Sporting em 2007/08, falou ontem sobre o reencontro. "Acredito que vai ser um bom espectáculo. A nossa equipa já mostrou que sabe jogar fora. Sabemos a qualidade que o Sporting tem, mas eles não são tão bons em casa. Têm adeptos muito apaixonados, que cantam e apoiam muito a equipa, mas que também cobram muito quando corre mal", disse, antes de identificar Wolfswinkel como principal ameaça: "Procurei estudá-lo na internet, que é algo que costumo fazer. Tem marcado golos, finaliza muito bem. É um jogador forte e alto, mas ainda assim rápido". Glad abordou ainda a sua saída de Alvalade: "Foi uma escolha técnica. Não tive um relacionamento muito bom com Paulo Bento, mas não guardo raiva."
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