Ricky andou de gatilho solto RUI MIGUEL GOMES
Rui Patrício 6 Os erros a jogar a bola com os pés diminuíram, mas ainda acusa falta de confiança. Em noite de pouco trabalho, apenas duas defesas de atenção (aos 73' e 78'). Viu uma bola na barra, que acompanhou com estilo, aos 10 minutos.
João Pereira 7 Levou o lateral contrário no lance do primeiro golo, abrindo caminho para Carrillo, e assistiu Wolfswinkel no segundo. Sempre pronto para sair rápido para o ataque, manteve a compostura defensiva em alta e só uma vez foi batido nas costas por José Pedro, aos 24'.
Onyewu 7 Seguro e sem inventar, esteve sempre próximo das investidas dos adversários. Interceptou bolas marcando terreno com o físico e transpirou confiança suficiente para, inclusive, sair a jogar fintando oponentes.
Rodriguez 5 A gestão do físico tirou-o da partida ao intervalo, até ao qual tivera a sobriedade de não comprometer e acertar as marcações a quem lhe surgiu no raio de acção.
Insúa 7 Por momentos foi mais extremo que lateral, tal a propensão ofensiva que demonstrou, sempre sem dar por perdido um lance, em particular quando via a bola a fugir. Incansável nas investidas, moveu, de canhota, um bombardeamento de assistências constante para os colegas em melhor posição de remate.
Rinaudo 8 Parece que anda de vassoura nos pés, limpando bolas atrás de bolas, transições dos adversários ou erros dos colegas. Abnegação e intensidade estão-lhe no sangue. Evitou o golo de João Silva aos 5', de cabeça, sobre a linha de golo. Posicionalmente e no passe, esteve irrepreensível!
Elias 7 Acelerou o jogo sempre que a bola lhe foi aos pés ou a viu na posse de um adversário, procurando pressioná-lo para a conquistar. Determinante nos bloqueios ao processo de construção dos médios sadinos. E que força teve para compensar colegas e atirar-se no ataque!
Schaars 7 Abriu o activo ao estar numa das suas zonas de finalização preferidas: a segunda linha. De meia distância, causou perigo aos 30', levando Diego ao tapete, entre diagonais de ruptura sobre os flancos para a entrada de colegas no espaço criado.
Carrillo 7 Um túnel "à Messi", completado com uma arrancada imparável, abriu o caminho da vitória. Pormenores de classe com a bola nos pés, galgando metros com passada larga e objectiva, isto sem esquecer as ocasiões que teve para marcar: aos 26', 27' e 56'.
Capel 7 Com o diabo no corpo e a bola colada ao pé esquerdo, deixou a oposição de nervos em franja. Quando entrou em espaços centrais, próximos de finalizar, cheirou o golo graças a belas e rápidas combinações.
Polga 5 Seguro, saiu, e bem, a jogar aos 55', perante pressão contrária, e safou Patrício aos 71', após mau passe para os pés de Bruno Amaro. Sem falhas.
Matías Fernández 5 Ganhou minutos nas pernas ainda sem ritmo, mas cheias de técnica vistosa. Ia brilhando com uma jogada individual aos 84'... Diego evitou o golo.
Bojinov 4 Três ocasiões de golo sem frieza para concretizar. Como errar o alvo aos 83', sem oposição no coração da área?
Bojinov 4 Três ocasiões de golo sem frieza para concretizar. Como errar o alvo aos 83', sem oposição no coração da área?
Wolfswinkel 8
Técnica de remate apurada traída pela ansiedade do hat trick Movimenta-se como ninguém nos espaços deixados livres entre os centrais e os laterais, fazendo valer a sua capacidade de recepção e leitura de jogo para combinar com os médios que entram em linhas mais avançadas. Ontem, o internacional holandês marcou novamente - já leva quatro jogos a facturar - graças à excelente técnica de remate que possui. Se o primeiro golo foi a fuzilar Diego, já no segundo orientou bem o remate, colocando a bola fora do alcance de qualquer guardião voador, bem junto ao ângulo direito da baliza. Mas Wolfswinkel não se ficou por aqui, pois somou oportunidades atrás de oportunidades para chegar ao hat trick que fugiu entre alguma ansiedade: até de calcanhar tentou, deixando a clara ideia de que pode ser um digno sucessor de Liedson.
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