Só a Arias se viu o peito RUI MIGUEL GOMES
Rui Patrício 5 O efeito que a bola levava e o facto de não a ter visto partir retiram o peso do erro cometido no primeiro golo, em que tentou socar sem sucesso. Com intervenções seguras, como aos 21', foi adiando o avolumar do marcador. Sem hipóteses no segundo golo.
Arias 6 Personalizado, foi secando Sami em grande parte das penetrações que tentou pelo corredor e só cedeu aos 90'+3'. Posicionalmente irrepreensível, subiu amiúde no terreno cotando-se como uma das unidades mais empreendedoras ofensivamente. Dois remates perigosos e passes falhados nem vê-los.
Onyewu 4 Duro de rins e incapaz de reagir com destreza às sucessivas bolas que lhe foram colocadas nas costas, ficou a ver Danilo Dias fechar o marcador de modo exasperante, algo que já tinha feito aos 14'. Uma tremedeira aos 68' à entrada da pequena área ia comprometendo.
Xandão 4 Foi saindo às dobras de Insúa e Onyewu com determinação, mas sem atacar o lance da mesma forma, como se viu aos 14' quando Heldon ultrapassou-o facilmente. Mais tarde inventou e somou um amarelo ao emendar a tentativa frustrada de sair a jogar perante Heldon. E aquela escorregadela no segundo golo...
Insúa 4 Cada bola bombeada para as suas costas foi um drama e quando a velocidade de Heldon se via, uma tragédia. Não conseguiu acertar a marcação e em posse, na saída para o ataque, esqueceu-se da objectividade. A cruzar só um acerto, aos 7', para a emenda de Pereirinha.
Rinaudo 4 Muitos metros teve de preencher para tentar ganhar preponderância no jogo, mas não conseguiu. E quantas bolas bombeadas e passes longos viu passar por cima dos olhos? A verdade é que quando a teve, faltou dinâmica, pela falta de ritmo, e certeza no passe.
Elias 5 Generoso nas acções de pressão e na tentativa constante de criar desequilíbrios na zona intermediária, onde fez piscinas. Incansável a procurar definir bem as transições, foi de bola parada, aos 24', que se mostrou na finalização: tiro para a bancada.
Matías Fernández 4 Surgiu quase como segundo avançado em acções de pressão na saída de bola contrária, mas cansou-se rápido. Não aproveitou a liberdade táctica para assumir a organização de jogo, deixando apenas pormenores técnicos a espaços. Quando foi à direita apagou-se, voltou ao centro quando a pressão final lhe deu mais bola.
Pereirinha 3 Uma acção pouco expedita, aos 7', em que surge sem grande convicção na pequena área para emendar foi pouco em noite de inconsistência. É o elo mais fraco para Domingos e Arias estava a safar-se sozinho na direita...
Carrillo 3 Erro gritante de marcação aos 33' ao deixar João Guilherme solto no segundo poste para emendar um livre da esquerda, valeu o remate por cima do rival. Com bola sem objectividade e sem ela pouca disponibilidade.
Van Wolfswinkel 4 Escasso nervo na disputa com os centrais quando solicitado em jogo directo, dando ideia de fragilidade. Poucas as situações em que surgiu enquadrado em movimentos ofensivos, excepções só quando explorou espaço nos corredores com diagonais nas costas dos laterais. Uma oportunidade, de cabeça, aos 73', ao segundo poste, com a bola a morrer nas mãos de Peçanha.
Schaars 4 Conferiu alguma ordem às transições com variações de flanco, sem provocar mossa.
Izmailov 4 Encostado à esquerda, ganhou (pouca) dimensão na zona central, onde procurou assistir. Um cruzamento, aos 66', tirado em cima da linha de golo por Briguel e um remate por cima (78').
Ribas 3 Preso de movimentos e desastrado a finalizar. Então aquele "remate" de canela em zona frontal, dentro da área, aos 90'+1', foi uma lástima.
ESTREANTE À LUPA
A teimosia de fugir à mediocridade Não é uma cara nova, está no grupo desde o início, já tinha jogado, mas só ontem se estreou no onze. Santiago Arias não acusou a estreia na equipa principal de início e cotou-se só como o melhor jogador do Sporting: não falhou passes, travou sete incursões contrárias, entregou com precisão a bola por 21 vezes, cruzou por três ocasiões e visou a baliza maritimista por duas vezes.
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