Carriço vai ser o trinco FEDERICO DEL RIO (em Buenos Aires)
RUI MIGUEL GOMES
Daniel Carriço voltou a ganhar espaço na equipa do Sporting com a chegada de Ricardo Sá Pinto ao comando técnico e, em Setúbal, no próximo sábado, vai manter o estatuto de titular na posição de médio-defensivo. O jovem formado em Alvalade, que é defesa-central de raiz, foi o escolhido para render Rinaudo, lesionado durante a partida com o Paços de Ferreira e indisponível para o embate com os sadinos, tendo desempenhado um papel fundamental nos mais recentes compromissos verdes e brancos e contribuído para a soma de sucessos que marca o arranque do novo treinador.
O azar de Rinaudo tem mesmo sido o motor do protagonismo do camisola 3, já que foi depois da lesão do argentino, na Roménia, a 3 de Novembro, que o então comandante da equipa técnica, Domingos Paciência, resolveu adaptá-lo às funções de trinco. Muito elogiado, Carriço parecia capaz de suprir a lacuna causada pela ausência do colega, mas acabou preterido por Domingos... e assim foi até à chegada de Sá Pinto.
Logo na estreia no banco do antigo avançado, a influência de Carriço fez-se sentir, tendo o central apontado, de cabeça, um golo em Varsóvia, frente ao Légia, que acabou por se revelar instrumental para o apuramento dos leões para os oitavos de final da competição.
Necessidade de estatura afastou-o da defesa Daniel Carriço foi aposta de Paulo Bento para o centro da defesa e, depois da polémica saída de João Moutinho para o FC Porto, a SAD procurou encontrar nele o novo símbolo da transição da formação para os seniores, entregando-lhe mesmo a braçadeira de capitão. A sua estatura (1,82 m) tem sido, porém, um obstáculo à afirmação do camisola 3 no eixo defensivo e, depois da chegada de Onyewu (1,94 m) e Xandão (1,93 m), a sua margem ficou ainda mais reduzida.
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