«Já realizei os meus três sonhos: 'Timão', selecção e grande europeu» - EliasPor João Almeida Moreira, correspondente no Brasil
Chegou a Alvalade no final de Agosto, oriundo do Atlético de Madrid, e já percebeu que o Sporting «é um clube superior». O médio brasileiro sente-se realizado em Alvalade, está agradecido com o carinho que tem recebido dos adeptos e ainda acredita no título de campeão nacional, deixando elogios a Domingos Paciência.
Depois de uma experiência desagradável em Madrid, o Sporting. Tem em Alvalade tudo para mostrar o seu futebol?- Sem dúvida. Eu aprendi que jogador não é só colocar no campo e pedir para jogar. Tem de ter estrutura, salários em dia, gente que fora de campo faça os possíveis para que o atleta renda. O Atlético Madrid para mim foi uma experiência negativa, desde jogar noutra posição, a ter problemas fora de campo e, inclusivamente, terem-me feito jogar na Europa para depois dizerem que não contavam comigo. O Atlético Madrid foi, pelo menos, uma lição.
- A estrutura do Sporting é superior à do Atlético Madrid então?- O Sporting é um clube muito superior ao Atlético Madrid, sem dúvida nenhuma. Sinto-me num dos grandes clubes da Europa, a tentar jogar o meu melhor futebol, sinto também o carinho da torcida, o que é importante para mim, depois da boa experiência no Corinthians nesse sentido.
- Está realizado?- Estou. Cumpri já os meus três objectivos de carreira: jogar num grande do Brasil, e logo no Timão, na selecção nacional e num grande clube da Europa. A partir de agora é aproveitar.
- No entanto, o título esta época parece distante...- Calma, não chegámos nem a metade do campeonato... Está difícil mas não é impossível. O Benfica e o FC Porto vão perder pontos e nós vamos diminuir a desvantagem.
- Já pensa no jogo com o FC Porto?- Um clássico só vale três pontos, como todos os outros jogos, mas é uma situação à parte, não adianta negar. O ambiente, a rivalidade. Estou louco por conhecer a reacção de Alvalade a um clássico, se nos outros jogos já é como é...
- Gostou do estádio?- Meu Deus. Alvalade é fantástico!
- Com o título difícil, mas não impossível, como diz, no balneário não se fala já em Taça de Portugal, estando o Sporting nas meias-finais?- Olhe, nós ganhámos nos quartos-de-final e depois tivemos férias. Não houve tempo para sentir o pulso ao balneário. Mas posso confessar-lhe que estou ansioso para que chegue logo essa meia-final. Já ganhei uma Copa do Brasil e sei o quanto é difícil chegar a uma final e ganhar.
- Qual a importância de Domingos na campanha leonina? Tem boa relação com ele?- É uma pessoa muito tranquila e isso é importante. Fala ao nível dos jogadores, entende a nossa linguagem. Comigo tem falado o essencial, sem excessos, mas fala, porque em Espanha eles não são muito de papo não.... Ele fala mais que o Quique Flores, por exemplo.
- Falou em clássico em Alvalade. Mas já jogou um derby na Luz que não correu bem...- Fiquei muito chateado no final desse jogo, nem me fale. Tive umas três oportunidades e falhei, a nossa equipa jogou mais, atacou mais, teve mais oportunidades. Eu prefiro perder sem jogar nada, sabe? Quando jogamos bem e perdemos é mais duro. E foi o caso. Eu tenho dito que o Artur é que ganhou esse jogo, não tanto o Benfica no seu todo. Se fizéssemos o empate, virávamos o jogo, nós e eles tínhamos consciência disso.
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