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JOGADORES QUE PASSARAM PELO SPORTING

 
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raul baresi
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MensagemColocada: Dom Jul 11, 2010 9:28 am    Assunto: JOGADORES QUE PASSARAM PELO SPORTING Responder com Citação




"Costinha deu uma bofetada no défice de qualidade"


Paulo Torres não aceitou ser adjunto de Paulo Sérgio, mas aprova reforços leoninos.

Paulo Torres está entusiasmado com as contratações do Sporting. "Estou muito satisfeito com o trabalho de Costinha e acredito que deu uma bofetada no défice de qualidade dos últimos anos, nos quais se contratou muito charuto", começou por dizer o treinador que era para integrar a equipa técnica de Paulo Sérgio. "Não me imagino a ser adjunto, um dia sei que chegarei a treinador principal do meu clube", disse ao DN.

Para o ex-leão, o Sporting está a construir um plantel que dá garantias para jogar em dois sistemas (4x4x2 e 4x3x3), com laterais ofensivos e velocidade nas alas. "Com o Young Boys gostei da concentração nas bolas paradas. Na época passada eram um pesadelo. É um plantel equilibrado, com dois jogadores por posição de características diferentes", avaliou.

E, para começar, "Maniche não está velho e ainda tem muito para dar". Segundo o técnico do Torreense, "o médio tem muita capacidade de trabalho, mas ainda não tem índices físicos ideais. Tem personalidade e consegue lidar com a pressão dos adeptos". Quanto a André Santos, "o Sporting perdeu cinco meses, por não o ter ido buscar em Janeiro".

É um médio "box- -to-box muito importante e será uma referência no meio-campo". E com Evaldo os leões "resolveram o problema nas laterais. É rápido, agressivo e tem um bom pé esquerdo". Conhece Salomão desde o Casa Pia e sabe que ainda "tem muita margem de progressão, mas é diabólico com a bola nos pés".

Por isso acha que "será a revelação do Sporting em 2010/11". Já Nuno André Coelho é um central que será muito útil, pois "pode jogar a lateral e trinco". E Valdés é o exemplo de jogadores de que o clube "precisa".

A finalizar, Paulo Torres reconhece que "este ano é difícil chegar ao título, mas o Sporting é um candidato a ter em conta".

http://dn.sapo.pt/desporto

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raul baresi
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MensagemColocada: Qui Jul 29, 2010 11:11 am    Assunto: Entrevista a Luís Lourenço Responder com Citação




Entrevista a Luís Lourenço


Luis Lourenço foi um avançado formado nas escolas do Sporting, fez parte da Equipa B e foi lançado por Lazlo Boloni em dois jogos da Taça de Portugal da época de 2001/02, contribuindo assim para a conquista desse troféu.

Na época seguinte foi emprestado ao Oldham Athletic de Inglaterra e depois ao Belenenses, regressando ao Sporting na temporada de 2003/04, onde sob o comando de Fernando Santos fez 32 jogos e marcou 5 golos, mas com a chegada de Liedson foi perdendo espaço, e voltou a ser emprestado.

Esteve ligado ao Sporting até 2007, altura em que ingressou no Panionios da Grécia onde prosseguiu a sua carreira.

Luís Lourenço foi internacional dos escalões jovens, marcando presença nos Campeonatos da Europa de Sub-21 em 2004 e 2006, bem como nos Jogos Olímpicos de 2004.

Leia agora a entrevista que o Lourenço concedeu ao Sporting Apoio:

O que é feito de ti?

Estou há 3 anos e meio na Grécia. Joguei 2 anos no Panionios e agora estou no Kerkyra, na Ilha de Corfu.

Como te estão a correr as coisas por ai?

No Panionios as coisas correram bastante bem. Nos 2 anos que lá estive conseguimos duas entradas directas na Taça Uefa. No Kerkyra também está a ser bom, na época passada estávamos na 2ª divisão (há 5 épocas que o clube não jogava na 1º divisão). Subiu neste ano pelo que penso que tem sido positivo.

Quais as principais diferenças que sentes entre o futebol grego e o português?

A principal diferença prende-se pela qualidade de jogo. Em Portugal o futebol é mais técnico e táctico. Aqui é um bocado “salve-se quem puder”, às vezes atacavam 5 e os outros 5 só defendiam, mas hoje já esta melhor, ataca-se e defende-se em bloco.

Voltando atrás na tua carreira, foste uma promessa do Sporting. O que aconteceu para que não obtivesses o real sucesso no clube?

Muita coisa, que prefiro nem sequer falar, até porque uns dos visados há muito que já saiu do Sporting…

Sentes que foste prejudicado?

Claro que sim… Na altura não estava à espera de sair pois tinha acabado de renovar com Sporting (em Janeiro de 2004)…Na altura tinha propostas mais vantajosas da 1 liga inglesa depois de ter feito um bom Europeu de Sub-21 na Alemanha no qual nos qualificámos para os Jogos Olímpicos, claro que esses clubes ingleses eram equipas com menos cotação que o Sporting.

Podes dizer quais eram os clubes ingleses interessados no teu passe?

Já passou muito tempo, já não interessa. Agora vivo na realidade e a realidade é o Kerkyra.

Na altura falou-se que tinhas problemas nos joelhos. Corresponde à verdade?

Tive lesões sim, mas quem nunca teve? Alem de que se tive esses problemas foi porque sacrifiquei-me muitas vezes nas camadas jovens do Sporting. Se fosse por isso hoje já não estava no activo a jogar. Na época em que estive no Sporting (03/04), nunca tive lesões até porque participei em 32 jogos dos 40 feitos pelo clube…

Sentes alguma mágoa pelo clube?

Pelo clube nunca…Apenas com os responsáveis pelas minhas sucessivas dispensas …

Tens acompanhado o Sporting?

Sempre que posso acompanho claro, ou pela TV ou pela Internet.

Como vês a forma como o Sporting tem sido gerido?

Já estou fora algum tempo…Não me compete a mim comentar as decisões doa direcção do Sporting.

Gostavas de voltar a Portugal?

Claro que gostava, para mim seria um enorme prazer que isso acontece-se mesmo, e estou disponível para voltar desde que haja interesse é claro…

Ao longo destes anos nunca surgiu um convite?

Surgiram alguns convites para regressar mas por um motivo ou por outro não foi possível que as coisas acontecessem.

Achas que os clubes continuam a desprezar os jogadores portugueses? Sentes que os estrangeiros são sempre mais valorizados?

Os clubes fazem as escolhas que têm de fazer e que consideram melhores. Eu não posso pensar assim pois se não os gregos também diziam que os clubes desprezam os seus jogadores nacionais em favor dos estrangeiros como eu…

O sucesso do Fernando Santos na Grécia tem ajudado à credibilização dos jogadores portugueses e do futebol portugues na Grécia?

Sim muito. Os jogadores portugueses hoje em dia são mais reconhecidos na Grécia. Basta ver que começam a vir mais portugueses para aqui jogar.

Obrigado Luís, queres deixar alguma mensagem aos leitores desta entrevista?

Agradeço o apoio de todos os leitores e simpatizantes do Sporting que ainda hoje, mesmo depois da minha saída, continuam a gostar de mim. Um abraço

www.sportingapoio.com

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Abel78
Leão de Prata

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MensagemColocada: Dom Ago 01, 2010 10:48 pm    Assunto: Responder com Citação

Eu até gostava deste Lourenço, tinha um bom potencial...não sei o que se passou para a sua carreira ir por água abaixo...
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Abel78
Leão de Prata

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MensagemColocada: Sex Ago 06, 2010 11:51 pm    Assunto: Responder com Citação

Sporting: saídas com estrondo
Símbolos do Sporting deixam Alvalade pela porta pequena, entre vários conflitos.

João Moutinho era um dos frutos mais suculentos do Sporting mas saiu de Alvalade sob o rótulo de "maçã podre", atribuído pelo presidente.

Uma ‘deserção' pela porta pequena de um clube de onde têm saído muitos jogadores de forma pouco pacífica. O Correio Sport foi tentar perceber as causas para estes ‘divórcios litigiosos' e com ressentimentos pelo meio.

"No meu caso, queria ganhar títulos, porque sentia que no Sporting me arriscava a terminar a carreira sem ganhar nada", disse Fernando Mendes, defesa lateral-esquerdo do Sporting na década de 80 e produto da formação leonina.

"Na minha geração, nunca ganhei nada no Sporting, e queria outros sítios para ganhar. Sentia-me frustrado por não ganhar títulos. Sentia que era mais fácil ganhar no Porto e no Benfica, e o tempo deu--me razão. Tinha objectivos pessoais. Se tenho continuado no Sporting, se calhar passava a vida inteira sem ganhar nada", referiu.

Mendes admite que o dinheiro tem peso, mas no seu caso não foi a questão financeira que prevaleceu: "Fui para o Benfica ganhar quase o mesmo, mil contos. E no Sporting ganhava 850 contos. Saí porque Jorge Gonçalves perdeu as eleições com Sousa Cintra, e eu disse que só ficava com Gonçalves."

Fernando Mendes lamenta, porém, que haja falta de cultura sportinguista em Alvalade. "Se olharmos para as camadas jovens do Sporting, quantos símbolos do clube estão lá? Há apenas o Lima, que nem é bem símbolo.

Falta passar a mística do Sporting, ter pessoas como o Manuel Fernandes, para que os miúdos aprendam o que é o Sporting e o que representa aquele símbolo. Lembro que até o Manuel Fernandes, grande capitão, saiu mal do Sporting", observou o ex-defesa.

O antigo jogador é da opinião de que deveria haver mais homens da casa e com cultura sportinguista na estrutura. "Ensinam os miúdos a jogar à bola mas, por vezes, parece--me que não se apegam grandemente ao clube", remata.

MAIS SAÍDAS EM COLISÃO

Pedro Barbosa - Saiu de Alvalade por incompatibilidade. Barbosa era capitão de equipa dos leões e disse: "Não me revejo nem me identifico com as pessoas que gerem o futebol do Sporting quer em termos directivos [Rui Meireles e Paulo Andrade], quer em termos técnicos [Peseiro]."

Fernando Mendes - Fernando Mendes saiu do Sporting em 1989, por divergências com a Direcção: tinha-se comprometido a ficar nos ‘leões' apenas se Jorge Gonçalves ganhasse as eleições e acabou por ser Sousa Cintra a ficar como presidente. Assinou pelo Benfica, o que gerou animosidade nos adeptos.

Marco Caneira - Rescindiu com o Sporting quando era uma das grandes promessas do futebol juvenil, e até tinha jogado pelos seniores com 17 anos. O defesa terá sido aconselhado a sair e foi para o Alverca, uma ponte para Itália. Alhandra e Paulo Costa também rescindiram.

Carlos Martins - Problemas de relacionamento com Paulo Bento e acusações de o técnico lhe faltar à verdade levaram Martins a querer sair. Bento abriu-lhe a porta.

Paulo Futre - Como não lhe deram um aumento, saiu para o FC Porto em litígio com João Rocha, alegando não ter condições psicológicas para ser ‘leão'.

Cadete - Incompatibilizou-se com Queiroz num treino e a relação deteriorou-se de tal modo que chegou a pedir a rescisão. Era capitão de equipa.

Luís Figo - Não chegou a acordo para renovar com Cintra e foi ameaçado fisicamente na sala de imprensa de Alvalade pelos próprios adeptos. Era capitão.

Beto - Outro capitão que saiu de Alvalade em baixa. Agrediu Custódio num treino e ficou sem espaço nas escolhas de Bento.

http://www.cmjornal.xl.pt

Artigo interessante, dá para ver que alguns jogadores formados no clube, nem sempre são os mais bem amados pelo clube...
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Maximino Martins
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MensagemColocada: Sáb Ago 07, 2010 12:10 am    Assunto: Responder com Citação

Sim, mas se formos a aferir da razão porque sairam...conclui-se que se fossem jogadores do fcp ou do galinheiro...poderiam muito bem levar uns murros dos NN ou dos superdragões...!!!

Eram mesmo fruta podre...!!!

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Saudações Leoninas...
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raul baresi
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MensagemColocada: Qua Ago 11, 2010 11:06 pm    Assunto: Ivkovic. "Nas Antas o balneário cheirava sempre a bagaç Responder com Citação




Ivkovic. "Nas Antas o balneário cheirava sempre a bagaço"


O húngaro Ferenc Meszaros foi o primeiro, no Espanha-82. E o último foi o belga De Wilde, no França-98. Pelo meio, o jugoslavo Tomislav Ivkovic, no Itália-90. O Sporting sempre teve queda para guarda-redes estrangeiros, de craveira internacional e Ivkovic não deixou o crédito por mãos alheias. Faz hoje 50 anos e está na Croácia, onde treina o Medimurje, da 2.a divisão local.

Ao telefone, a conversa durou uma hora e meia... quase duas. Mas não fomos a penáltis, porque aí o i perdia dinheiro. Como Maradona, que certa vez apostou com ele 100 dólares em como lhe marcava um golo no desempate entre Nápoles e Sporting e depois lá teve de ir ao balneário do Sporting com a nota representada por Benjamin Franklin. Este é só um dos momentos hilariantes da carreira de Ivkovic, aqui repassada por ocasião do seu meio século de vida.

Boa tarde Ivkovic, daqui Rui Miguel Tovar, do i.

Estás bom, pá? Há quanto tempo [o i falara com ele em Setembro do ano passado, a propósito do tal desempate de penáltis em San Paolo, entre Nápoles e Sporting, para a Taça UEFA]. Pensei que estivesses amuado comigo.

Não, nada disso. Desta vez telefono- -te para uma entrevista de carreira.

É pá, isso vai custar-te tempo e dinheiro. Prepara-te.

Já interiorizei essa ideia. Como é que vieste parar cá a Portugal?

Ui, essa história. O meu passe pertencia ao Tirol Innsbruck, da 1.ª divisão austríaca, e o presidente deles era o dono dos famosos cristais Swarovski. Não me queria deixar sair. Só por cem mil dólares, acho. O Sousa Cintra, recém-eleito presidente do Sporting, não lhe dava isso. Houve ali umas negociações, para ali, para cá, uns telefonemas curtos e outros prolongados, até que eu resolvi intervir e dei o que faltava do meu bolso para completar o preço pedido pelo gajo do Tirol e arrepiei caminho. Meti-me num jacto do Sousa Cintra e fui logo para Lisboa, onde fui apresentado aos adeptos e voltei a fazer o reconhecimento ao estádio.

Reconhecimento, parte 2?

Sim, já lá tinha estado em 1987, durante uma eliminatória europeia [a primeira ronda da Taça das Taças, entre o Sporting e o Tirol]. Levámos 4-0 e até me lembro dos golos que sofri: dois do Tony Sealy e outros dois do Paulinho Cascavel, o primeiro de penálti. Lá, em Innsbruck, estivemos a ganhar 2-0 e acabou 4-2, com golos de Sealy e Paulinho.

Esses dois jogaram contigo no Sporting?

Não, o Sealy já não. O Paulinho, sim. Até foi ele que marcou o primeiro golo do Sporting comigo na baliza [3-2 ao V. Guimarães]. Nessa época [89-90], o Sporting reforçou-se com o Fernando Gomes e os brasileiros Luisinho, defesa-central de classe mundial, Marlon Brandão, do Estrela da Amadora e Valtinho, do Sp. Braga, mais a subida de alguns juniores como Amaral e Figo.

Na altura já eras internacional jugoslavo?

Sim, estreei-me em 1983, com 23 anos, e no ano seguinte fui aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, onde sofri um golo do Roger Milla [Jugoslávia-Camarões, 2-1] e trouxe a medalha de bronze para casa. Os guarda-redes jugoslavos eram eu e o Pudar, que mais tarde foi jogar para o Boavista, lembras-te?

Sim, sim.

A mesma dupla que já tinha ido ao Mundial sub-20 em 1979, no Japão. E foi aí que me cruzei com Maradona pela primeira vez.

Num jogo de futebol?

Sim, até te digo a cidade: Omiya. Perdemos 1-0 mas o golo não foi do Maradona. Ele bem que tentou mas quem me enganou foi um outro tipo [Osvaldo Escudero, que nunca jogou pela selecção A da Argentina].

E como...

Sabes como é que o Maradona me queria enganar? A marcar livres em jeito, com três dedos [com a parte exterior do pé]. Coitado! O artista! Mas alguma vez eu ia sofrer golos dessa maneira? Náaa. Da baliza, fiz-lhe logo a sinalética como quem diz ''assim não''. Ele riu-se. Sempre foi boa onda.

Mesmo quando defendias os penáltis dele?

Iá. Quer dizer, nessa coisa dos penáltis ele ficou atarantado e demorou a recuperar o sorriso, mas pronto recuperou, isso é que é importante.

Isso aconteceu duas vezes, não foi?

No Sporting-Nápoles em Setembro de 1989 e no Argentina-Jugoslávia em 1990. No primeiro, para a Taça UEFA, fui até ele e apostei 100 dólares [16 contos]. A ideia de o desafiar só me surgiu quando ele me apareceu à frente para marcar o quinto e último penálti da série. Se fosse golo, o Nápoles passava a eliminatória. Aproximei-me e disse-lhe que ele não ia marcar. Ficou a olhar para mim, incrédulo, e foi aí que apostei 100 dólares para o desmoralizar ainda mais.

Foi o primeiro número que saiu da minha boca. Apostei 100 em vez de cinco ou 200. Ele estava visivelmente cansado, mas aceitou de pronto e continuou a olhar para mim. A verdade é que o desconcentrei. Quando o Maradona partiu para a bola, tive o feeling de que iria atirar para o meu lado esquerdo e defendi. No Mundial-90, não houve aposta nenhuma e defendi na mesma.

Esse jogo foi há 20 anos. Há quatro estiveste noutro Mundial, este na Alemanha, como treinador de guarda-redes da Croácia. Quais foram as principal diferenças que sentiste de 1990 para 2006?

Em 1990 o pós-jogo era fantástico. Por exemplo, na estreia, perdemos com a RFA por 4-1. Larguei uma bola fácil que resultou em golo, mas rapidamente ultrapassei esse erro. Eu e toda a selecção. Sabes porquê? Entre o balneário e o autocarro, havia uma espécie de zona mista para os jogadores e os alemães estavam lá a tomar cerveja. Todos eles, o Matthäus, o Brehme, o Völler, o Klinsmann.

Eu entrei lá e comecei a falar com eles. Foi um espectáculo, porque saí de lá a pensar que tinha ganho o jogo. E não toquei em cerveja. O simples convívio com eles fez-me ver que nem tudo estava acabado. Esse sentimento estendeu-se ao resto do plantel. Por isso, chegámos aos quartos-de-final, depois de eliminar a Espanha nos oitavos.

E aí sim, foi engraçado ver a diferença entre alemães e espanhóis. Porque os alemães beberam cerveja, falaram e divertiram-se. Os espanhóis não. Uns arrogantes, sempre de cara fechada.

Mas eles tinham perdido.

Sim, com dois golos do Stojkovic [2-1, após prolongamento], mas nós também perdemos com a Argentina, nos quartos-de-final, e fomos à zona mista. Era uma forma de descontrair. Mas também te digo, espanhóis e argentinos estiveram bem uns para os outros. Se a Espanha foi eliminada nessa tarde gloriosa da Jugoslávia e mostrou-se arrogante, a Argentina fez o mesmo e olha lá que tinha ganho nos penáltis. Sem merecer nada, mas isso é outra história. Ainda bem que esse Mundial foi para a RFA, pela boa disposição e fair-play dos jogadores e, já agora, pelo futebol prático e ofensivo.

Quando chegaste do Mundial-90 apresentaste-te no Sporting

Sim, já sei o que vais dizer. E estive presente naquela série de 11 vitórias seguidas no início do campeonato. À 12.a jornada não joguei, porque estava na selecção, nem o Luisinho, e empatámos 2-2 em Chaves. Mas a minha ausência nada tem a ver com o resultado. Se eu estivesse lá, e não o Sérgio [habitual suplente], o resultado seria o mesmo. A vida é assim, não há volta a dar.

E havia volta a dar três semanas depois naquele FC Porto-Sporting?

É pá, essa conversa não. Já sei o que vais dizer. Outra vez. É aquele história do Geraldão, não é? Bolas, eu não disse que sabia como é que ele marcava os livres. Simplesmente disse ao jornalista, já não sei a que jornal pertencia, que o Geraldão marcava os livres sempre da mesma maneira, mas que isso não implicava que soubesse o efeito da bola ou a força do remate. Mas pronto, o tal jornal publicou na primeira página, em letras gigantescas, que eu sabia como é que o Geraldão marcava os livres.

E aos cinco minutos, golo do FC Porto.

Do Geraldão. Um tiraço daqueles que nem vi a bola viajar. Só a vi no fundo da baliza. Mas isso foi um equívoco. Compreendam: eu nunca disse aquilo que o jornal noticiou. Foi tudo uma mentira pegada.

Essa foi a época em que o Benfica ganhou o campeonato nas Antas no tal jogo em que teve de se equipar no corredor pelo intenso cheiro a bagaço dentro do balneário e resolvido com dois golos de César Brito (2-0). Alguma vez sentiste esse cheiro a bagaço nas Antas?

Sempre.

Como?

Sempre. Mas julgas que o FC Porto só fez isso para aquele jogo específico com o Benfica? Isso era sistemático. É para perturbar, nada mais. Quantas vezes entrei ali e senti coisas estranhas! Se viesses cá à Croácia, mostrava-te umas coisas bem piores. Aquilo faz parte da força do FC Porto. É a intimidação.

Para eles, é tudo um jogo. Do princípio ao fim. Por isso é que ganham quase sempre tudo. Pelos jogadores, pela estrutura, pelo futebol, pelo presidente. Mas quem é que não gostaria de ter um presidente como o Pinto da Costa? Por favooor. Dizem mal dele mas, no fundo, até desejavam um líder igual ou parecido na forma de cativar tudo e todos através do discurso, da acção, do método.

No Sporting não havia isso?

Eh pá, há diferenças. Nós sempre tivemos boas equipas mas faltava-nos sempre um bocadinho para estar ali ao nível do FC Porto. Estive lá quatro anos e não ganhei nada. E olha que os plantéis sempre foram sensacionais.

E os treinadores também?

Sim, Marinho Peres levou-nos às meias-finais da Taça UEFA. E o Bobby Robson era o Bobby Robson. Ainda me lembro dele nos primeiros tempos do Sporting... Maluco com o Amaral [extremo, produto da geração de ouro, campeão mundial em Riade-89].

Para o Robson, naqueles treinos de pré-época, era o Amaral e mais dez. E o miúdo era um fenómeno. Fazia coisas com a bola que mais ninguém fazia. Mas o Amaral rendia o quê nos jogos? Só 20 ou 30 por cento daquele potencial que realmente tinha. Foi uma pena, mas aquilo era psicológico.

Ele entrava em campo e a magia desaparecia. Outro que jogava muito era o Peixe, mas também não tinha cabeça para aquilo. Era bom miúdo e bom jogador mas às vezes dispersava-se. E nessa época 1992-93 chegou o Porfírio. Era o mais maluco de todos. Pedia-me para sair connosco, ao Kremlin. E não me largava. Quando o ouvia lá ao fundo a chamar-me repetidamente Ivo, Ivo, já sabia que vinha aí malandrice.

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raul baresi
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MensagemColocada: Seg Ago 16, 2010 11:59 pm    Assunto: José Eduardo: "O Sporting não está preparado para vence Responder com Citação




José Eduardo: "O Sporting não está preparado para vencer"


O antigo jogador do Sporting, José Eduardo, antevê uma época muito complicada para os leões. O sportinguista considera que "a equipa não está preparada para vencer".

O antigo jogador e destacado sportinguista José Eduardo, antevê uma temporada difícil, ao nível da anterior, para o Sporting. Segundo o ex-jogador, a equipa não tem argumentos, e não foi confeccionada para ganhar. "Sinto que a equipa não está preparada para vencer", explica a Bola Branca, José Eduardo.

O sportinguista considera que esta época, depois da mudança de modelo, e com uma nova estratégia, para além do treinador também o presidente e o director desportivo, estão em exame permanente. "Há uma grande responsabilidade do presidente do director desportivo e do treinador, e essas pessoas vão ser as primeiras a ser postas em causa, caso as coisas não corram bem".

O Sporting recebe, na quinta feira, os dinamarqueses do Brondby para a 1ª mão do "paly off" de acesso à Liga Europa, depois de uma derrota e exibição decepcionante em Paços de Ferreira, na primeira jornada do campeonato.

www.rr.pt

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raul baresi
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MensagemColocada: Dom Ago 22, 2010 4:34 pm    Assunto: Renato Santos: a clarificação desejada Responder com Citação




Renato Santos: a clarificação desejada


Mãe de Renato Santos esclareceu detalhes da dispensa do jogador

Terminada a temporada 2009/2010 com a conquista do terceiro título consecutivo de Juniores, o Sporting tratou de 'canalizar' os futebolistas que se sagraram campeões em Alvalade, após uma vitória por 1-0 sobre o FC Porto na última jornada da Fase Final, tendo proposto contrato profissional a alguns dos elementos fundamentais da equipa.

Rubricaram acordos profissionais com o emblema verde-e-branco atletas como o lateral Cédric Soares, o único elemento que veio a conhecer a integração no plantel principal leonino, o capitão de equipa Nuno Reis, que conhece uma experiência no futebol além-fronteiras junto ao médio brasileiro Renato Neto, outro elemento preponderante no conjunto Sub-19 do leão, no Cercle Brugge da Bélgica, tendo o Sporting renovado com um outro elemento do sector defensivo, o esquerdino Greg Garza, que actuará no Estoril.

No sector ofensivo o Sporting apresentou-se ainda mais selectivo, tendo apenas proposto um novo acordo ao ponta-de-lança Amido Baldé, que foi cedido ao Santa Clara, colocando de parte um elemento indiscutível na equipa, que se viu dispensado do Sporting: o extremo Renato Santos, numa decisão que certamente terá surpreendido vários adeptos, que consideraram o tecnicista jogador o mais decisivo elemento do Sporting na Fase Final do Campeonato.

Tendo passado a jogador livre, Renato Santos acabou por assinar pelo Rio Ave, que compete na Liga Sagres, trabalhando em Vila do Conde na pré-temporada. Porém, face à concorrência que encontrou nos Arcos, actuará na próxima temporada a título de empréstimo no União da Madeira, que compete na II Divisão.

A não inclusão de Renato Santos na lista de atletas a manter causou alguma estranheza numa boa fatia de adeptos, e mesmo ao próprio atleta. Sobre este assunto, Filomena Saleiro Santos, progenitora do atleta, explica os contornos da dispensa de Renato, que encarou a dispensa "com grande tristeza, quando soube que não seria opção na equipa do Sporting."

Face ao facto de o Sporting "não ter achado que o Renato não tinha qualidade para fazer parte do plantel", informação transmitida por Costinha, responsável máximo pelo futebol leonino, já perto do término do contrato do jovem, a quem foi dito por Jean Paul que "no dia 17 de Junho assinaria o contrato com o Sporting."

Dois dias depois decorreria a derradeira partida da Fase Final do Nacional, numa partida em que Renato "fez a diferença". Imediatamente na segunda-feira "decorreu a reunião entre residentes, na qual se discutiu quem seria dispensado," tendo essa reunião marcado a dispensa oficial do extremo.

A decisão dos verde-e-brancos foi comunicada por Jean Paul, de quem Filomena Saleiro Santos não guarda qualquer tipo de "mágoa, pelo contrário," considerando o responsável leonino "um grande ser humano", que fez questão de agradecer a Filomena o apoio que prestou à equipa, apoiando-os em todos os momentos, apoiando não só o seu filho, mas todos os seus companheiros, como o guarda-redes Rúben Luís, que também conheceu a dispensa do Sporting.

Esta foi uma decisão igualmente lamentada pela mãe de Renato Santos, que não esquece o mesmo desfecho conhecido pelo médio centro Luís Almeida, mais conhecido por Kikas. Mesmo assim, o desfecho tomou de surpresa o jovem, assim como à sua família, tomando a mãe do atleta a liberdade de se reunir com Costinha, para "perceber o porquê."

Assim, reuniu-se, num encontro que durou cerca de 20 minutos, sem marcação prévia, com o responsável pelo futebol leonino na SAD do clube, em Alvalade, tendo na presença da mãe do atleta Costinha afirmado que "o Renato não tinha qualidade suficiente para jogar no Sporting", uma decisão aceite pela mãe de Renato Santos, uma vez que essa foi a vontade manifestada pelo técnico e pelo director desportivo.

A mãe do jogador compreende que este tipo de decisões poderão ser contingências da sua função, tendo o dirigente leonino explicado a Filomena que o técnico principal do Sporting, Paulo Sérgio, tinha já observado o atleta, não dando o seu aval à continuidade do jogador no clube.

Filomena Saleiro Santos acrescentou que ambos abandonaram a reunião de "forma cordial", tendo o responsável leonino desejado "a maior sorte" ao jogador, um desejo que a progenitora de Renato Santos retribuiu a Costinha enquanto director desportivo, no final de uma reunião que não acarretou qualquer tipo de polémica, ao contrário do que diziam os rumores que chegaram a circular no qual se dizia que a Sra teria feito um escândalo na SAD ou na Academia.

Em poucos dias os sonhos de Renato, que chegou ao Sporting com 9 anos, desvaneceram-se completamente, sentindo o atleta um misto de desilusão e incompreensão, "dado ser muito querido na Academia," e "sempre ter sido muito correcto, cumprindo à risca todas as regras," tendo "jogado lesionado" em várias partidas, sacrificando-se em prol da equipa.

A incompreensão pela dispensa de Renato Santos chegou mesmo a uma Assembleia-Geral do Sporting, onde "vários sócios questionaram o porquê da saída do Renato, " tendo sido respondido pelo próprio José Eduardo Bettencourt que se tratou "de uma opção, que o Sporting não podia ficar com todos os jogadores", pelo que a Renato não restou outra solução senão procurar outro clube, o Rio Ave, um negócio proporcionado por Jorge Mendes, dado o facto de Renato Santos "nunca ter tido empresário, sempre fui eu e o pai dele a tratar das coisas dele".

Essa situação alterou-se, pois "o Renato assinou com a Gestifute, no mesmo dia em que assinou pelo Rio Ave," sem contudo nutrir qualquer tipo de ressentimento em relação ao Sporting, alargando-se este sentimento à sua mãe, que adiantou "ter sido sempre muito bem tratada, trataram sempre muito bem o meu filho lá dentro," mostrando a sua gratidão a todos os elementos que lidaram e "sempre o acompanharam, porque o Renato sempre foi muito humilde".

Para satisfação da sua mãe, Renato Santos está "muito feliz no Rio Ave," tendo assinado um "grande contrato," um desejo que sempre manteve. "Está nas mãos de Jorge Mendes, um grande homem, e do Carlos Brito, outro grande homem," embora reitere o apreço que mantém pelos responsáveis do Sporting como os treinadores José Lima, Telmo Costa e Nuno Lourenço, afirmando que "não será pelo meu filho já lá não jogar que deixarei de ter uma certa estima pelo Sporting," expressando o desejo de que o seu filho possa voltar a jogar pelo leão, onde viveu momentos de grande felicidade.

Texto: Redacção Academia de Talentos


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scp
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MensagemColocada: Ter Ago 24, 2010 7:12 am    Assunto: Responder com Citação

"Equipa tem de perder o medo!"
FILIPE ALEXANDRE DIAS

Ivone De Franceschi pode não rimar com campeão, mas é a isso que soa a todo o ouvido leonino. O italiano que deu instrumental contributo ao Sporting na histórica conquista do título de 1999/2000, terminando com a angústia de 18 anos sem o principal ceptro nacional, calcorreou Lisboa em nome da campanha da Gamebox leonina (ver mais informação nesta página), foi homenageado em Alvalade e, no meio da azáfama, ainda deu uma entrevista a O JOGO. O antigo 25 verde e branco não desgostou do que viu do jogo com o Marítimo, mas deixou recomendações próprias de quem sabe o que custa chegar, ver e vencer.

"Eu bem tinha avisado que vinha a Lisboa dar sorte", começou por brincar o antigo extremo-esquerdo, que vislumbra qualidade numa equipa leonina que precisa, na sua perspectiva, de acreditar mais em si mesma: "Esta 'squadra' tem de perder o medo. Assim que se sentir tranquila, vai poder exprimir-se. Vi muitos jogadores jovens e de qualidade, há ali potencial para fazer mais e melhor."

Num paralelismo interessante, De Franceschi recorda que quando chegou a Alvalade, há onze anos, o panorama não era diferente. "Quando vim para cá, a equipa não estava bem, e os adeptos estavam descrentes. Tive oportunidade de falar sobre isso com o Costinha. Houve uma mudança de treinador, a equipa foi eliminada das provas europeias por uns nórdicos pouco conhecidos [Viking]. Depois unimo-nos, criámos uma onda positiva e uma sequência vitoriosa. O resto é história!"

Sobre o actual esquadrão leonino, De Franceschi tem algumas referências e um desejo: "Joguei com o Valdés no Bari. Atenção, que tem qualidade. Foi pena não falar com ele, pois estava doente. E, claro, há o Liedson, um grande avançado. Não desanimem. Podemos ser campeões!"



"Sporting é como uma mulher que se ama"


O emblema de Alvalade ficou profundamente marcado na vida de De Franceschi. O actual auxiliar técnico do Pádua coloca os leões entre as paixões da sua vida, numa analogia curiosa: "Para mim, o Sporting é como uma mulher que se ama logo à primeira vista. Um homem pode conhecer várias mulheres, mas há sempre 'aquela', a especial. Independentemente de ficarmos com ela ou não, lembramo-nos dela para sempre!" Falando como "tifoso", o extremo-esquerdo vai mais longe. "Em Itália, costumo dizer que o Sporting é a Juventus de Portugal. É enorme, tem adeptos por toda a parte, uma história tremenda. Digo sem hesitar que o clube não fica atrás de uma Juve ou mesmo de um Inter", atira. Humilde, ainda hoje o transalpino de 36 anos não consegue explicar a enorme empatia entre si e o público leonino. "Foram só oito meses, mas intensos. Joguei bem, as pessoas aceitaram-me, e conquistei aquele campeonato. Hoje, as pessoas olham para mim e lembram-se disso. Sempre fui discreto, só queria jogar futebol e não parecer mais do que sou. Sinceramente não sei porque recebo tanto afecto, recebi mais do que dei, mas a vida tem estes mistérios. Nem tudo o que é belo se explica."


"Quero vir cá festejar o título no fim da época"

Ao ceder a imagem para divulgar a nova Gamebox leonina, De Franceschi dividiu-se em filmagens entre Lisboa e Pádua. O ex-leão não esperava o convite e anteontem foi ovacionado em Alvalade, com o filho Tommaso às cavalitas. "Foi uma emoção fortíssima. Quando vim a Lisboa pelo Chievo Verona, em 2004, foi lindo. Os adeptos do Sporting são únicos. Quero vir cá no fim de época celebrar o campeonato com eles, e só o clube lembrar-se de mim para estas filmagens já é uma honra. Na história do Sporting, há muitos jogadores mais importantes que eu, mas é um grande prazer", admitiu a O JOGO.


"Só aqui me sinto alguém... 'speziale'"


De Franceschi terminou a carreira no Pádua depois de lhe ser diagnosticada uma malformação cardíaca, em 2007. Olhando para trás, o canhoto sintetiza a importância do passado leonino: "Adoro recordar o espectacular título de 1999/2000, que terminou naquela festa inacreditável. Só aqui me sinto 'speziale'. Na Serie A, joguei em equipas pequenas, e o Sporting foi o único grande clube na minha carreira e no qual ganhei o meu único título. Em Itália, era um jogador normal, aqui sou sempre um campeão!"


A "bella squadra" de 1999/2000

Schmeichel

"Só falámos duas vezes [risos]. Ele não falava português nem italiano, eu não falava inglês. Não gostava de treinar, mas era o número um. Quando se concentrava, transformava-se numa fera."


Beto

"Naquela altura dizia-se que ia para o Inter, para o Real Madrid... Era bravo, bom de cabeça e com os pés. Tinha valor, mas perdi-lhe o rasto quando saiu do Sporting."


César Prates

"Era um grande jogador, veloz, alegre, bom companheiro, mas ainda hoje acho que tinha potencialidades para fazer muito mais, apesar de, mais tarde, ainda ter jogado em Itália."


André Cruz

"Enorme jogador. O André era um senhor! Fez uma carreira brilhante, jogou pelo Brasil, Milan e Nápoles. A sua experiência e classe fizeram a diferença no Sporting."


Rui Jorge

"Teve a sorte de jogar no meu flanco [risos]. Lembro-o mais como pessoa. Era meu vizinho no balneário e ajudou-me tanto. Profissional seríssimo e um jogador inteligente."


Duscher


Muito bom! Ainda era jovem, mas destacava-se pela sua excelente visão de jogo e grande execução no passe. Claramente acima da média, foi influente no título."


Vidigal

"Um gladiador no meio-campo. Com ele, não havia bolas perdidas. Corria por mim, por si, por toda a gente. Era o nosso pulmão e depois fez carreira em Itália."


Pedro Barbosa

"'Dio santo'! Era um génio do futebol. Não agradava a todos por ser falso lento, mas tinha um inteligência futebolística invulgar. Para o Pedro, pensar o jogo estava acima de tudo."


Mpenza

"Rápido, agressivo, era bastante atlético, mas também não falava comigo, porque o francês não era o meu forte. Deu-nos uma boa ajuda ali no flanco direito."


Acosta

"O Beto era o tal atacante de que todas as equipas campeãs precisam. No momento oportuno marcava. Só tínhamos de lhe colocar a bola. O habitual era dar em golo!"


De Franceschi

"Ah, esse [risos]. Jogador veloz, com bom pé esquerdo, que procurava posicionar-se e assistir os avançados. Voltou a Itália triste por não ficar, mas com o dever cumprido."


Matterazzi

"Não foi feliz, mas fez um trabalho honesto. Agradeço-lhe ter-me proporcionado a melhor fase da minha carreira. Creio que lhe consegui dar alguma razão nas escolhas!"


Inácio

"Estou-lhe grato. Disse-me mal chegou que eu não era filho de ninguém. Era igual aos outros. Tinha perdido o Materazzi, a minha referência, e o Inácio disse-me o que eu precisava de ouvir."




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raul baresi
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MensagemColocada: Ter Ago 31, 2010 10:41 pm    Assunto: Nélson termina carreira Responder com Citação




Nélson termina carreira


O nosso campeão, Nelson, guarda redes do titulo leonino, leão de coração, termina hoje a sua brilhante carreira.

O Nélson foi das pessoas que tive a oportunidade de conhecer, uma das que mais me surpreendeu. O seu enorme sportinguimo, a sua vontade e amor ao clube são impressionantes.

O Nélson sempre deu ao clube tudo o que tinha. Demonstrou, em todos os momentos, um enorme respeito pelos adeptos e sempre soube agradecer o carinho que lhe foi dado.

O Nélson é um dos nossos. Espero que rapidamente volta para casa, a sua casa, a casa verde e branca!

Por tudo isto, o Sporting Apoio, e eu em particular, dizemos: OBRIGADO NÉLSON!
O Nélson irá dar uma conferência de imprensa onde irá anunciar o final da carreira hoje pelas 17h30. Levo comigo o abraço de todos os sportinguistas para lhe dar.

Aqui fica a mensagem que o Nélson deixou hoje:

“Quero agradecer a todos as pessoas com quem tive o privilégio de partilhar os bons e momentos menos bons durante a minha carreira, aos meus treinadores, colegas, directores, funcionários. Aos adeptos pelo respeito e reconhecimento que tiveram por mim enquanto profissional.

Hoje dou por terminada a minha carreira de futebolista, ao fim de 16 anos como profissional, a lesão no joelho é irreversível.
Obrigado a todos.”

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www.sportingapoio.com

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Editado pela última vez por raul baresi em Ter Ago 31, 2010 11:04 pm, num total de 1 vez
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Petter
Leão Fundador

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Local/Origem: VN Famalicão / Covilhã

MensagemColocada: Ter Ago 31, 2010 10:51 pm    Assunto: Responder com Citação

Adorei ler o que De Franchesqui disse... traduziu tudo em minutos e fez-me relembrar aquele tempo de GLÓRIA!

Lembrei-me do jogo que fui ver à luz onde ele partiu o Andrade 3 vezes no mesmo lance e assistiu Acosta para golo... Rolling Eyes Rolling Eyes Rolling Eyes QUE GRANDE EQUIPA!
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MUITO CUIDADO!!!
"ISTO"... VICIA!
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Petter
Leão Fundador

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Local/Origem: VN Famalicão / Covilhã

MensagemColocada: Ter Ago 31, 2010 10:53 pm    Assunto: Responder com Citação

Nelson... NELSON foi campeão!


Foi o jogador mais injustiçado no SPORTING...


UM DIA VOLTARÁS PORQUE MERECES.
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MUITO CUIDADO!!!
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biglion
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MensagemColocada: Qua Set 01, 2010 8:59 am    Assunto: Responder com Citação

Grande Nélson!!

Boa sorte, campeão!

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pedro franco
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MensagemColocada: Qua Set 01, 2010 12:35 pm    Assunto: Responder com Citação

Tambem sempre simpatizei com este homem.....

Que tenhas sorte nesta nova fase da tua vida..
Wink
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SPORTING SEMPRE !!!!!


OBRIGADO MARIA DULCE .
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